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ALESSANDRO OLIVEIRA Da Redação
Hoje é comemorado o Dia do Estudante.
A data foi escolhida para homenagear a todos os estudantes
em 1927, em referência ao dia da criação dos dois primeiros
cursos de Direito no Brasil, 100 anos antes: um em São
Paulo e outro em Olinda.
Os estudantes têm registrado uma atuação
muito importante na história política e social do Brasil.
O movimento estudantil, embora não seja considerado
um movimento popular, dada origem dos sujeitos envolvidos,
que, nos primórdios desse movimento, pertenciam, em
sua maioria, a chamada classe pequeno burguesa, é um
movimento de caráter social e de massa.
É a expressão política das tensões
que permia o sistema dependente como um todo e não apenas
a expressão ideológica de uma classe ou visão de mundo.
A atuação dos estudantes na época
da ditadura militar foi de fundamental importância para
o enfraquecimento daquele regime.
AVALIAÇÃO - Os alunos da Universidade
do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) entrevistados
foram unânimes ao mostrar sua insatisfação em relação
ao movimento estudantil (ME) na instituição.
A aluna Célida Cristina, do curso
de Ciências Contábeis, disse que o ME precisa de uma
maior integração dos estudantes, uma união por melhorias
na Uern. Quanto à atuação do Diretório Central dos Estudantes
(DCE), ela comentou que não vê muita atuação por parte
dessa entidade. "A única coisa que vejo são as
confecções de carteirinhas", avaliou.
O aluno Lázaro Fabrício, de Ciências
Econômicas, disse que a atuação do DCE era insatisfatória.
"De certa forma inerte, muitas vezes hipócrita",
comentou.
Ele disse acreditar numa recuperação
do movimento. "Aos poucos os alunos estão agindo
como deveria ser, lutando pelos seus direitos, assim
como os de Comunicação Social, Ciências Contábeis e
Ciências Econômicas" argumentou.
A estudante Paloma Lima, de Direito,
ao ser questionada sobre a avaliação que faria sobre
a atuação do DCE, questionou: "que atuação?".
Ela lamentou o fato de haver se criado um mito entre
o reitor atual e o antigo. "Virou um clichê. Todo
mundo critica eles", enfatizou. "Muita gente
não sabe sequer o que os MEs já representaram",
complementou.
O discente Cézar Alves, de Comunicação
Social, disse que os estudantes estão redescobrindo
sua força. "No passado (décadas de 60 e 70), havia
um movimento intenso da classe estudantil. Morreu devido
a pessoas alheias ao meio que se meteram no meio para
fins financeiros, etc", avaliou. Ele criticou ainda
o fato da Uern ter um orçamento de aproximadamente R$
70 milhões e uma estrutura precária.
Herisberto Rêgo, aluno de Comunicação
Social, disse que não existe ME na Uern. "Desde
que concluí História, em 2002, o ME não fazia nada de
relevante", acrescentou. "Acredito que ele
possa ter renascido com a movimentação de alguns cursos",
complementou.
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