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O
DOMÍNIO DA VIOLÊNCIA
Os candidatos a presidente
da República estão discutindo a violência em São Paulo.
O ministro da Justiça e o secretário de Segurança trocam
acusações mútuas, cada um responsabilizando o outro
pela insegurança atual. A intransigência chega a ponto
do governador recusar ajuda oferecida pelo presidente.
Enquanto isso, a população fica mais assustada a cada
dia que passa. No final, falta bom senso e o resultado
poderá ser prejudicial a todos.
Felizmente, no Brasil
ainda não existem problemas como o terrorismo externo.
A Europa está assustada e vigilante. Depois do episódio
do World Trade Center, em 2001, vários outros aconteceram
em diferentes países. Ontem, foi a vez da Inglaterra
ficar assustada. A polícia abortou um plano que pretendia
explodir aviões em pleno vôo, o que se constituiria
em um verdadeiro assassinato em massa. A Scotland Yard
prendeu vinte e cinco suspeitos e o aeroporto de Heathrow,
o maior de Londres e um dos maiores do mundo, permaneceu
várias horas interditado. Seriam atingidos os aviões
que saíam da Inglaterra com destino aos Estados Unidos.
A violência tem vários
aspectos e diferentes reações. Os grupos terroristas
denunciam a violência dos governos ocidentais, principalmente
o norte-americano,articiparam ao Oriente Médio. Todos
os países que apoiaram a invasão ao Iraque estão na
mira do grupo Al Khaeda. São decisões tomadas por dirigentes
de Estado que comprometem a vida do cidadão, mesmo não
tendo qualquer responsabilidade com o caso.
Na esfera política,
alguns cientistas analisaram a queda do candidato Geraldo
Alckmin à campanha violenta contra o presidente Lula.
Este, passando à condição de vítima, teria faturado
mais alguns pontos na pesquisa de opinião de votos.
Os coordenadores da campanha tucana, entretanto, pensam
diferente. Resolveram que será necessário ampliar os
ataques ao presidente Lula, vinculando-o às CPMIs e
responsabilizando-o pelo caos na segurança em São Paulo.
São interpretações diferentes sobre um mesmo tema. Na
verdade, melhor seria a discussão de idéias para que
o eleitor pudesse formar uma melhor opinião sobre seus
candidatos.
Parece que no Rio Grande
do Norte não será diferente. Há alguns dias que a imprensa
vem direcionando suas baterias contra os candidatos,
ou contra os governos, passados e atual, procurando
incriminá-los por ações de improbidade. Pela Internet,
as mensagens se multiplicam, de lado a lado, lembrando
agressões passadas que de um momento para outro são
transformadas em elogios e pedidos de votos. No meio
de tudo isso há fatos verdadeiros e aleivosias sempre
no sentido de prejudicar alguém. É uma pena que o processo,
apesar do esforço, não tenha sido aperfeiçoado.
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