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O presídio federal, que está sendo
construído no KM-14 da rodovia Mossoró-Baraúna, em terreno
desmembrado da Penitenciária Agrícola Dr. Mario Negócio
(PAMN), distante 20 quilômetros do centro da cidade
de Mossoró, é responsável por novos postos de serviços
e tem refletido positivamente na economia regional.
A obra é um fator da elevada taxa de emprego no setor
da construção civil local, que triplicou em relação
ao ano passado.
De acordo com Leonardo Arruda Câmara,
secretário estadual da Justiça e da Cidadania, 310 pessoas,
entre engenheiros, técnicos em edificação, pessoal de
escritório e operários estão trabalhando na construção
do presídio, incluindo também 21 presos da PAMN, dentro
do programa de ressocialização da Sejuc. Ainda existe
uma equipe de fiscalização do Setor de Engenharia da
Caixa Econômica Federal, que tem um engenheiro residente
na obra.
"Não estão incluídos os empregos
indiretos gerados pelos serviços que são terceirizados.
Diariamente, à medida que os serviços avançam são admitidos
novos operários", lembra Leonardo Arruda. Segundo
a Empresa Construtora Venâncio Ltda, responsável pela
construção do presídio, o número inicialmente previsto
de 500 empregos para a obra será logo ultrapassado pela
abertura de novas frentes de trabalho para a fase maior
da concretagem que está se iniciando.
O secretário faz questão de ressaltar
a importância do presídio federal e revela que não há
motivos para pânico na população da região. "Essa
moderna unidade é semelhante às penitenciárias de segurança
máxima dos Estados Unidos, onde o índice de fuga e rebeliões
é zero, pela forma como os apenados são albergados,
em cubículos (celas) individuais e com toda a tecnologia
de segurança. Serão apenas 200 vagas, com praticamente
um agente penitenciário para cada detento".
Quando estiver funcionando, entre
folha de pagamento e custeio, haverá um dispêndio mensal
de R$ 2 milhões, aquecendo a economia regional. Serão
quase 250 empregos federais. Na área da edificação,
já existem três estabelecimentos prisionais com o terreno
já direcionado para esse tipo de construção, o que não
causará maiores transtornos, nem mesmo os ambientais.
"A presença da unidade vai melhorar a segurança
de todo o complexo e na região, pela presença de mais
agentes e delegados da Polícia Federal e dos próprios
agentes penitenciários e os guardas de suas muralhas",
finaliza Leonardo Arruda.
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