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APODI - A briga interna do PMDB de
Apodi ganhou um novo episódio consolidado ontem com
a exoneração do secretário municipal de Saúde, bioquímico
Klinger Péricles Diniz.
Klinger foi demitido após discussão
com o prefeito José Pinheiro Bezerra que diante do desentendimento
optou pela exoneração do assessor.
O impasse que levou à demissão de
Klinger Pinto teve início na manhã da quarta-feira,
9, quando o secretário teria recebido um telefonema
orientando para uma integração maior à campanha eleitoral.
O secretário afirma que o problema
foi agravado após a solicitação de medicamentos para
atender a uma lista de pessoas, cancelada a partir da
intervenção de Luciana Bezerra, filha do atual prefeito
que se manteria em posição de influência mesmo diante
das recomendações antinepotismo apresentadas pelo Ministério
Público.
O problema agrava ainda mais o complexo
relacionamento mantido entre o agrupamento liderado
por José Pinheiro e Agostinho Pinto.
De acordo com Klinger, mesmo havendo
novos diálogos será muito difícil permanecer no cargo.
"O desgaste foi muito grande.
Pinheiro vai entender que eu não sou um moleque de recados
para ficar sob as ordens de sua filha. Eu trabalho na
Saúde de Apodi há muitos anos e conheço os problemas
dessa área. Se eu deixar a pasta vou atender meus amigos
na minha casa", conclui o secretário.
Crise deve oficializar 'racha'
interno entre as principais lideranças do PMDB
Os últimos episódios devem agravar
ainda mais a crise instalada no PMDB apodiense. As divergências
que se arrastam há anos devem levar a um racha definitivo
entre as principais lideranças do partido na cidade
oestana.
Segundo Klinger Pinto, os problemas
estão se agravando a partir da interferência da filha
de Pinheiro, Luciana Bezerra, que estaria centralizando
as operações da prefeitura, transformando os secretários
em reféns.
Klinger Pinto chegou a afirmar que
tem provas suficientes que comprova a participação da
filha do prefeito e de seu marido, Kelps Lima, na administração
local, mostrando inclusive solicitações canceladas por
não ter o aval de Luciana.
A vice-prefeita do município, Gorete
Silveira, que é esposa de Klinger, demonstrou grande
indignação com esse caso e afirmou que acha muito difícil
a permanência de ambos no grupo do prefeito.
Gorete alegou que sempre esteve disposta
a contribuir com a atuação do prefeito, mas que o mesmo
não teria aberto espaços para sua participação no Executivo
municipal.
"Para se ter uma idéia, eu nunca
fui convidada para uma reunião do secretariado. Nem
parece que eu fui eleita assim como ele para administrar
esse município", reforça a vice-prefeita questionando
o interesse de Pinheiro em preservar o bom entendimento
no grupo.
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