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SÃO RAFAEL - O prefeito de São Rafael,
médico Gladstone Costa (PL), está sendo alvo de uma
representação judicial impetrada por um ex-aliado e
correligionário, o presidente do Poder Legislativo,
vereador José Carlos Gonçalo (PSB). A medida se materializou
por intermédio de um mandado de segurança impetrado
na instância do Poder Judiciário da comarca sediada
na própria cidade de São Rafael. A expectativa é de
que a juíza de Direito da cidade, Gisela Besch, possa
se pronunciar a respeito da questão ainda durante o
transcurso da semana.
José Carlos Gonçalo justificou sua
providência dizendo que ela se tornou necessária em
decorrência da desatenção do chefe do Executivo a determinados
pleitos aprovados pela Câmara e que até agora não mereceram
qualquer resposta.
"Entramos com esse mandado de
segurança porque o prefeito tem se negado de forma sistemática
a atender a alguns requerimentos que foram aprovados
em plenário", disse o presidente do parlamento
municipal de São Rafael. Ele cita como exemplo dois
requerimentos de sua própria autoria através dos quais
pleiteou ao Executivo o envio da lista nominal de todos
os servidores públicos e cópias dos contratos celebrados
mediante processo de licitação pública.
Ele ressaltou que o prefeito Gladstone
Costa desconsiderou as solicitações dentro do prazo
estabelecido pela Lei Orgânica Municipal (LOM). Frisou
que a partir de tal comportamento optou por requisitar
a intervenção da Justiça para que a reivindicação formulada
pela Câmara seja atendida e os vereadores tenham o legítimo
direito de fiscalizar as ações da prefeitura como determina
a legislação.
"Essa foi a razão desse mandado
de segurança, uma vez que os vereadores têm o direito
legal de saber como estão funcionando as coisas na administração,
já que esse é o papel constitucional do vereador",
reiterou. "É preciso que a Câmara disponha desses
dados para que tenha real noção de como está sendo realizado
o trabalho na esfera da prefeitura", acrescentou.
José Gonçalo critica conduta de
vereador licenciado
O vereador José Carlos Gonçalo criticou
o gesto de seu colega, vereador licenciado José Jean
Dantas dos Santos (PL), pelo fato de este ter se afastado
temporariamente do Legislativo, a pretexto de ocupar
o cargo de secretário de Obras da prefeitura, a convite
do prefeito Gladstone Costa, mas ter optado por continuar
a receber a remuneração que lhe é assegurada como parlamentar-mirim.
Embora reconheça que a Lei orgânica
faculta este direito, o presidente da Câmara interpretou
tal gesto como um absurdo. Lembrou que a receita da
Câmara é significativamente inferior à da prefeitura,
motivo pelo qual considerou que seria mais conveniente
que o Executivo arcasse com o ônus do novo auxiliar.
José Jean passou a integrar o secretariado dentro de
uma articulação política.
A intenção foi acomodar na Câmara
o primeiro suplente Francisco Marinheiro de Souza, Chico
Brilhante (PL), que dias atrás teve que ser exonerado
de um cargo comissionado que exercia na prefeitura,
como conseqüência das ações antinepotistas concretizadas
a partir de recomendação proveniente da representação
do Ministério Público Estadual da cidade.
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