|
Duas
coisas graves
Assim como
o ditado popular que ensina “matou dois
coelhos de uma só cajadada” para simbolizar
que dois problemas foram resolvidos de uma
só vez, assim também a decisão do juiz Pedro
Cordeiro teve igualmente o significado de
sepultar, de uma só vez, dois graves assuntos
que rondavam e ameaçavam as cabeças dos
mossoroenses. O primeiro deles foi a Contribuição
para a Iluminação Pública - a famigerada
CIP, e a outra veio por gravidade que foi
aquele imoral projeto de lei enviado por
Rosalba Ciarlini, e aprovado na íntegra
pelos “caríssimos” vereadores, para que
ela, a prefeita, alienasse, vendesse, qualquer
patrimônio público pertencente à prefeitura
de Mossoró, sem as devidas satisfações a
ninguém. Nem mesmo ao Poder Legislativo
que aprovou a contraditória matéria. Vejam
só. Os vereadores que seguem cegamente à
orientação da prefeita aprovaram uma coisa
surrupiando o poder deles mesmos. Só por
aí a coisa já seria o absurdo dos absurdos.
Mas, é
fato que o juiz anulou a sessão em que as
duas matérias foram aprovadas e agora todos
os mossoroenses devem ficar de atenção aguçada
para o comportamento da prefeita e dos seus
vereadores, pois se comenta que ela vai
insistir na Justiça quanto à validade da
sua decisão ou, do contrário, vai remeter
os dois assuntos mais uma vez para a apreciação
da Câmara Municipal. Um detalhe desperta
logo o interesse do eleitorado: caso a votação
seja favorável à prefeita no plenário do
Legislativo a lei só poderá entrar em vigor
no ano que vem e 2004 é ano de eleição municipal,
mais um motivo para a população de Mossoró
não esquecer a prefeita Rosalba e seus 14
vereadores.
Justamente
por aí é que deve o contribuinte mossoroense
ficar de atenção redobrada, pois o que está
em jogo é o seu interesse, tanto no caso
da prefeita decidir manter a sua matéria
aprovada ou no caso de remetê-la mais uma
vez ao parlamento. Marcar bem o nome dos
vereadores que vão aprová-la para que estes
respondam pelo ato quando, por exemplo,
da eleição municipal do ano que vem.
Por enquanto
a cidade inteira respira aliviada e ao mesmo
tempo condena a posição da prefeita e dos
seus 14 vereadores que esqueceram o compromisso
com o interesse popular para votar pelos
seus interesses pessoais. Com o agravante
de que a chefe da municipalidade da outra
vez ainda se deu ao luxo de, se imiscuindo
indevidamente nos assuntos de outro Poder,
ela própria marcar a data daquela sessão
do parlamento para que esta fosse realizada
e a sua decisão mantida. Que todos nós fiquemos
bem atentos a respeito dos dois assuntos,
pois eles nos interessam bem de perto.
|