Rosalba terá dificuldades de aprovar a CIP novamente

LUÍS JUETÊ
Da Editoria de Política

A decisão do titular da Vara da Fazenda Pública de Mossoró, juiz Pedro Cordeiro Júnior, acatando o pedido de liminar impetrado pelo vereador Renato Fernandes (PSB) contra a cobrança da Contribuição para a Iluminação Pública (CIP) – taxa criada pela prefeitura de Mossoró, frustrou os planos do Executivo municipal de implantar a “antipática” taxa ainda este ano.

Em contato com a reportagem de O Mossoroense, o advogado Alcimar de Souza explicou que, pelo fato de se tratar de uma matéria de caráter tributário, caso aprovada novamente só poderá ser cobrada no ano seguinte. “Os vereadores tiveram tanta pressa em aprovar a CIP que atropelaram o Regimento Interno do Legislativo”, ironizou o advogado que assinou o mandado de segurança pedindo a anulação da sessão que ocorreu no dia 24 de dezembro do ano passado, onde foi aprovada a taxa.

O maior entrave da prefeita Rosalba Ciarlini para aprovar a CIP em uma nova a sessão, partirá do seu próprio grupo político. Os quatorze vereadores que integram a bancada de sustentação do Executivo na Câmara Municipal sinalizaram uma reavaliação no que diz respeito a CIP.

“A pressão que sofremos por causa da CIP foi grande. Apesar de não estar ciente da questão em relação à derrubada da taxa, eu acredito que se houver uma nova sessão o posicionamento da bancada será reavaliado”, admitiu um vereador do PFL, em contato informal com a reportagem, logo após a solenidade lançamento do programa “Boa Semente”, do governo do Estado, ontem, no Parque Armando Buá.

A maioria dos edis situacionistas ouvidos pela reportagem ontem alegou que a aprovação da taxa em uma nova sessão implicaria na cobrança somente no próximo ano, exatamente quando eles tentarão renovar o mandato, estando sujeitos a sérios desgastes que prejudicariam as suas reeleições. “Para a prefeita não há problema em se criar a CIP, porque ela não disputará a reeleição, mas em nosso caso a situação é complicada”, observou um vereador ouvido pela reportagem, frisando que a bancada aguardará a notificação da Justiça, para em seguida estudar o novo posicionamento do bloco de situação no Legislativo mossoroense.

 

 

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Mossoró-RN, quarta-feira, 12 de fevereiro de 2003