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Temida por muitos e
praticada por alguns, a 'traição' vêm se modernizando
nos últimos anos. Com o crescimento contínuo de usuários
da Internet os relacionamentos virtuais também estão
evoluindo. Os mossoroenses além de acreditarem que o
contato virtual seja traição, confirmam que a utilização
do Orkut e MSN Menssenger são cada dia mais comuns para
gerar a paquera.
Alguns jovens, como
o universitário Nelson Neto e o professor de línguas
Leudson Souza, acreditam que a partir de que a conversa
começa a ter princípios de paquera e os envolvidos seguem,
deve ser considerado traição. "O Orkut e o MSN
facilitam muito o acesso, isso acaba gerando uma facilidade
para se construir relações", afirma Leudson.
Segundo o psicólogo
Frederico Costa, a traição atualmente está banalizada.
Ele acredita que na medida que existe o desejo pelo
outro e a pessoa não interrompe o contato, seja virtual
ou real, é traição.
"A traição virtual
é segura! Hoje é comum as pessoas solteiras ou casadas
iniciarem relacionamentos e praticarem sexo virtualmente.
Esse método é bem mais difícil de ser descoberto",
ressalta o psicólogo.
A jornalista Ana Paula
Cadengue disse ter contato com a Internet há vários
anos por ser necessário ao seu trabalho. Ela afirmou
que algumas vezes se apegou a pessoas com que conversava
pela rede. A jornalista afirma que na maioria dos casos
não conheceu o amigo virtual e não teve iniciativa para
isso e que o contato era persistido por ser agradável.
Ana Paula enfatiza
que a partir do momento que se inicia a necessidade
de manter contato diário com outro o relacionamento
passa a ser traição. "Conversar com outras pessoas
pela Internet é algo normal. Mesmo aqueles que paqueram
e pedem telefones, endereços ou querem praticar sexo
virtual. A Internet é um canal que facilita o contato
das pessoas mesmo há enormes distâncias", afirma
a jornalista.
A universitária Leilane
Andrade discorda de Ana Paula a respeito de relacionamento
virtual. Ela acredita que a traição somente existe após
o contato físico. "Se meu namorado ficasse dizendo
pra alguém que ela é linda e que a namora, eu não iria
gostar. Mas caso isso existisse, não consideraria traição!",
exclama a universitária.
Todos os entrevistados
foram unânimes em afirmar que o sexo virtual é praticado
cada dia mais e que não acham graça nessa alternativa.
Segundo os relatos dos participantes desta matéria,
os mossoroenses acham que o sexo virtual é uma forma
válida de masturbação, mas que está longe de superar
o antigo e tradicional sexo real.
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