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Caldeirão
efervescente
E como parece a política
potiguar, no presente momento. A queda da verticalização
e as modificações nos gastos de campanha são duas novidades
importantes para as próximas eleições. Em nosso Estado,
um componente perigoso é o da radicalização que parece
estar voltando. A discussão não acontece entre os caciques,
mas vem sendo provocada por outros integrantes dos partidos,
embora, ao que parece, com a anuência das chefias.
Política é o momento.
Essa vem sendo a tese encampada pelos que militam nessa
área. Compromisso é coisa do passado. Parece feio, mas,
infelizmente, é o que acontece por toda parte. Afinal
de contas, o senador José Agripino tem mesmo compromisso
com o deputado Ney Lopes, como ele tem dito repetidamente
esperar pelo seu cumprimento? E o senador Garibaldi
e o deputado Henrique Alves, esqueceram o mesmo com
Geraldo Melo?
Garibaldi ofereceu
as posições de candidatos ao Senado e vice-governador
ao PFL. Verdade ou balão de ensaio? Ficou satisfeito
com a reação suave de pefelistas mais radicais, de olho
no cargo e com o silêncio de Geraldo Melo, que ausentou-se
do país. Por que essa pressa? Há os que julgam ser necessário
o entendimento de todos, incluindo-se o PSDB. Outros,
vêm na atitude o medo do fortalecimento da governadora
Wilma de Faria.
Dependesse do PFL de
Mossoró o martelo estaria batido. O senador José Agripino
prefere esperar mais um pouco. Tem medo da repetição
de 1978 quando o PMDB lhe deu apoio para o governo do
Estado e terminou absorvendo algumas de suas mais importantes
lideranças políticas. Com Garibaldi governador, poderia
vir o troco. Ele passaria a ser mero espectador da cena,
com a bipolarização entre Wilma de Faria e Garibaldi
Alves.
O PMN está preocupado
com a movimentação do seu presidente, deputado Robinson
Faria. A maioria prefere ficar onde se encontra. Robinson,
entretanto, tem cuidado de seu projeto, que passa pela
candidatura ao Senado. Recentemente, amiudou os encontros
com José Agripino. Certamente, o assunto é o apoio do
seu nome ao Senado, afastando Ney Lopes e Rosalba Ciarlini
da postulação. É verdade, o caldeirão está fervendo.
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