|
ANTIGAMENTE ERA
ASSIM Aldivam Honorato aldivamhonorato@ig.com.br
Para Emery Costa
Oh! Quantas lembranças Sentimos
dos carnavais Aqueles anos de ouro Sei que não
voltam jamais.
Muitos blocos de salão Animavam
na ACDP Outros no Clube Ipiranga Fazendo aquele
auê.
Totõezinho e seu conjunto Outras
orquestras de fora Animavam o carnaval Naqueles
de outrora.
Eram rapazes e moças Vestindo
uma fantasia Eram casais brincando Todos na maior
alegria.
E a visita às residências Chamadas
de assustado Onde o dono da casa Previamente era
avisado.
Era uma consideração Ninguém
podia faltar Era comida e bebida Para todos se
fartar.
O carnaval de rua Era
outra maravilha E por ser mais popular Brincava
pai, mãe e filha.
Quase todo o bairro Tinha
seu bloco de rua Que também fazia bailes Do pôr-do-sol
ao clarão da lua.
Lembro bem do Baraúnas Lá
do bairro doze anos. Que terminava um carnaval Pra
outro fazia planos.
Outro bloco importante Era
o dos Salinistas Que tinha como carro-chefe As
suas belas passistas.
E a presença dos Índios Também
era esperada Com chocalhos e maracás Fazendo muito
zoada.
Mas a espera do povo Era
pela querida Cristina Que puxava os Pimpões Desde
o tempo de menina.
Meu velho Amigo Emery Agora
eu lhe pergunto. Cadê o carnaval de Mossoró Será
que virou defunto!
Onde estão as autoridades? Os
promotores de festas? Será que o carnaval, Para
eles já não presta?
Não sou contra outras
festas Cada uma tem a sua ocasião Mas o carnaval
sempre foi A grande festa do povão.
VISÃO DO TEMPO Caio
César Muniz Escritor e poeta
Eu já caminhei por
essas ruas carregando um fardo de sonhos em cada
mão. No tempo em que eu ainda tinha sonhos, no
tempo em que em minhas mãos ainda havia força para
carregá-los.
ILUSÕES DE VIDA Francisco
Otaviano Rio de Janeiro (1825 - 1884)
Quem passou pela vida
em branca nuvem E em plácido repouso adormeceu; Quem
não sentiu o frio da desgraça, Quem passou pela vida
e não sofreu, Foi espectro de homem - não foi homem, Só
passou pela vida - não viveu.
ERA POETA... Cefas
Carvalho Jornalista (Natal/RN)
Era Poeta...de todas,
a mais bela De seus versos fiz meu pão e fiz meu
vinho Com régua e compasso fiz meu caminho Da
aquarela de teus olhos fiz minha tela
Era Poeta...envolta
em seda e linho... Ares de Safo, Cecília e Florbela... Em
devaneios, abri uma janela E mergulhei em seu mar
azul marinho
Mas, e agora? Tão pouca
coisa aconteceu... Sem poesia e tão mornos os dias
passam Não eras Julieta nem eu o seu Romeu
Onde irá levar-nos
essa vida louca? Se meus versos e seus versos não
se enlaçam... Se quero escrever sonetos em tua boca...
ROTINA Vera
Lucia Azevedo Poetisa (Natal/RN) Vencedora do
2º Concurso de Poesia Zila Mamede
Semidesperto... Um
olho descerra preguiçosamente após o outro... Um
braço acima... o outro também ...
Estico a perna direita
calmamente... A esquerda também...
Neste instante espichada e
o mundo paradinho... me esperando Não gira, não anda...não
segue...
Puxo lentamente o lençol
com um pé... O esquerdo ajuda ... Deixo-me estar
assim...inerte... ...mansamente....
Clic !!
Pulo chuveiro toalha roupa dentes café sapatos porta portão calçada corrida e
o ônibus não me espeeeeeeeeera nunnnncaaaa!!!
|