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PFL de Mossoró é a última esperança do PMDB

 

O presidente da Câmara Municipal de Mossoró, vereador Júnior Escóssia, concedeu ao jornal O Mossoroense uma entrevista onde esclareceu fatos importantes como o polêmico adiamento do início dos trabalhos da Câmara por causa da viagem de Fafá Rosado, falou também sobre seus projetos, perspectiva para a legislatura em 2006, entre eles as eleições para a mesa diretora e, claro, também analisou a conjuntura política de Mossoró e do Rio Grande do Norte.

O Mossoroense - Na última semana, a grande polêmica foi a cogitação de um adiamento do início dos trabalhos legislativos em virtude da viagem da prefeita Fafá Rosado, só que o caráter oficial já havia acabado, por que a necessidade de esperá-la para a leitura da mensagem anual se havia outras alternativas?

Júnior Escóssia - O calendário prevê um recesso que vai de 15 de dezembro a 15 de fevereiro, mas houve aquela polêmica por causa da viagem da prefeita Fafá Rosado que estava no exterior em caráter oficial representando o nosso munícipio, viagem essa que contou com um representante do poder Legislativo, o vereador Renato Fernandes (PL), líder da oposição, uma bancada  que tem feito um brilhante trabalho na Câmara Municipal de Mossoró. Por causa também de sua ausência se cogitou adiar os trabalhos, mas o chefe de gabinete da prefeita já me informou que ela estará na Câmara no próximo dia 15 para ler a mensagem anual e dizer quais as metas prioritárias para 2006. Assim acabou a polêmica.

OM - Caso houvesse esse adiamento não seria um desprestígio à vice Cláudia Regina, já que ela teria condições legais de ler a mensagem por ser a prefeita em exercício?

JE - Eu não vejo dessa forma, porque na data do adiamento Fafá já estaria no país, se ela estivesse no exterior seria diferente porque tranqüilamente Cláudia Regina viria fazer a leitura. A prefeita confia tanto em sua vice que delegou a ela por 15 dias o comando do município. Mas a questão seria de acomodação porque a prefeita desembarca no dia 14 em Natal, onde concederá uma entrevista coletiva e dará os resultados de sua viagem ao exterior onde foi apoiar uma das fontes que mais geram empregos que é a fruticultura.

OM - Quais as votações mais importantes nesse retorno dos trabalhos?

JE - Como no final da legislatura praticamente todos os projetos foram votados, limpamos a pauta. Alguns deles (projetos) foram encaminhados às comissões, mas o que de mais importante deve ocorrer são as apreciações dos vetos da prefeita a projetos de vários vereadores, tanto da oposição quanto da situação. Agora os senhores vereadores vão apreciar para decidir se derrubam o veto ou o mantém. Eu acredito que se foram vetados é porque existe alguma falha, eles devem analisar com seus assessores. Se foi vetado por vetar o derrubaremos, agora se foi por incompatibilidade com a Constituição estadual e federal eu acredito que tem que ser respeitada a decisão.

OM - Nesse ano haverá eleições para a nova mesa diretora da Câmara, o pleito já tem data e o senhor concorrerá?

JE - Tanto eu como os outros vereadores temos condições de disputar as eleições, agora temos um colegiado pequeno de apenas 13 vereadores, se eu desejar ser candidato eu posso disputar porque a lei que acabou com a reeleição só vale a partir de 2007, durante todo este ano o pleito pode ocorrer quando o presidente marcar, temos até o dia 31 de dezembro para marcar a disputa. Já soube do desejo de alguns colegas, uns querem que eu seja candidato, outros não. No entanto, é como eu disse é um parlamento de 13 vereadores e não haverá unanimidade o candidato A ou B. Queremos que quem assumir em janeiro de 2007 possa fazer um trabalho melhor do que o meu. Mas seja quem for vai encontrar uma Câmara melhor do que a que eu assumi.

OM - O senhor já tem alguma data estipulada para as eleições?

JE - Não. Não temos uma data estipulada. Agora o que existe é muita fantasia de alguns colegas com o desejo de ter um destaque maior sendo presidente da Câmara. O conselho que posso dar a eles é que a gente se destaca trabalhando, procurando usar a tribuna defendendo a nossa sociedade e apresentando projetos importantes. E por falar em projetos importantes vamos tentar apresentar, nós os 13 vereadores em conjunto, a proposta da redução do recesso, porque o atual é um período muito extenso para vereadores e um desrespeito à sociedade. Eu até sou contra uma redução muito grande para deputados estaduais e federais porque eles ficam muito afastados de suas bases, já o vereador eu não concordo porque ele legisla no próprio município e ele não precisa se deslocar para trabalhar.

OM - O senhor falou sobre alguns colegas de Câmara que estão querendo aparecer, o senhor poderia citar o nome deles?

JE - Não, porque vocês da imprensa são muito bem informados e sabem quem quer realmente aparecer, querendo antecipar as eleições antes mesmo do período e é muito fácil identificá-los. O que eu quero é que eles trabalhem por nossa cidade e que o período de eleição tem muito tempo pela frente.

OM - O senhor citou recentemente os nomes dos vereadores Claudionor dos Santos e Benjamim Machado como bons nomes para assumir a vaga de presidente, o senhor reafirma isso e por que eles seriam os ideais?

JE - Eu citei, mas não são só eles os ideais, a gente tem visto a mulher crescer muito e poderia ser uma. Também temos o vereador Chico da Prefeitura, que apesar de muitos não entenderem a sua luta ele é um lutador, um vereador humilde que tem se destacado por seu trabalho. Quando eu cito alguns nomes não quer dizer que os outros não tenham capacidade, quando falamos neles foi porque são nomes mais próximos. Temos também Daniel Gomes que mesmo sem partido é um vereador que tem trânsito livre nessa casa é um bom nome como a vereadora  Isabel Montenegro, que é uma vereadora da oposição, mas é difícil alguém da oposição receber o respaldo da bancada. Falo isso porque eu acho importante o trabalho da oposição.

OM - Recentemente, a revista Papangu publicou uma edição com a capa 'Alifafá e os quarenta babões', numa alusão a dependência que o Legislativo tem do Executivo, realmente existe essa subserviência?

JE - A capa ficou muito engraçada, quem fez aquele desenho foi um artista de mão cheia, um rapaz muito inteligente. Quanto ao que tem escrito eu não concordo, porque de minha parte isso não acontece. Correligionário sim, mas criticamos os erros. Em todo órgão legislativo há os aliados do governo e os adversários. Quem tem cargos indicados no Executivo tem o compromisso e isso não é babar. Esse negócio de babar não é para existir porque quem faz isso demonstra um pouco de despreparo porque a cada  voto o vereador tem que consultar as suas bases. Não concordo, porque temos treze vereadores, três da oposição e alguns da situação discordam bastante do governo e eu mesmo sou um deles e a maioria da situação tem uma independência. Quando o Executivo faz o correto sou o primeiro a bater palmas como faço quando a governadora Wilma de Faria acerta, ela é uma pessoa que mesmo sendo de outro grupo político tem a minha admiração.

 

 

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