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Engodo
e enganação
O teor
da correspondência enviada pela prefeita
Rosalba Ciarlini em setembro de 2000, portanto
às vésperas da mais recente eleição municipal,
é bem uma amostra das personificação da
atual chefe do Executivo municipal acostumada
a engodos e enganações. No escrito, com
a sua assinatura, além de incorrer em crime
eleitoral só agora trazido à tona, a prefeita
também se insere em meio aos que burlam
a boa fé das pessoas vez que, meses após,
fez justamente o contrário do que estava
escrito em sua carta.
O teor
do documento é bem elucidativo e uma prova
insofismável disso. Na sua explanação ela
diz que vai dispensar o IPTU dessas pessoas
e que o que estão lhe atribuindo como cobradora
do imposto que ela mesma classifica de extorsivo,
é mais uma mentira dos seus adversários.
Por aí, ela envereda então a pedir votos,
a fazer promessas e outras coisas mais.
Em verdade,
agora, a atual chefe do Executivo mossoroense
está remetendo a essas mesmas pessoas a
quem enviou o dito escrito anterior, uma
cobrança do referido tributo com juros,
correção monetária e, para alguns, pasmem,
até a inscrição dos seus nomes na Dívida
Ativa do município.
Muitos
contribuintes estão se armando para recorrerem
à Justiça a fim de verem preservados os
seus direitos e, acredita-se, o tema vai
dar pano para uma bela e longa briga no
Judiciário. Agora, o que chama a atenção
é a desfaçatez com que aquela mesma que
enviou uma correspondência se prontificando
a deixar de cobrar esse imposto, é a mesma
que se apresenta nesta conjuntura como a
cobradora implacável do referido imposto.
Tudo não
passa, afinal de contas, de mais um engodo
e uma forma de enganar os incautos, utilizada
pela prefeita de Mossoró contra milhares
de mossoroenses. Aliás, um comportamento
atrabiliário que é bem próprio da senhora
Rosalba Ciarlini.
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