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Ipem
vai fiscalizar produtos da cesta básica
a partir de segunda-feira
Os
comerciantes que estão adulterando os produtos
da cesta básica correm o risco de serem
autuados em flagrante, pagarem multa pela
infração e terem os produtos apreendidos.
O Instituto de Pesos e Medidas do Rio Grande
do Norte (IPEM-RN), órgão vinculado à Secretaria
Estadual de Indústria e Comércio, vai realizar,
a partir da próxima segunda-feira, uma operação
para coibir os abusos denunciados por consumidores
neste setor.
O diretor-geral
do Ipem, Augusto Mano Targino, informou
que a operação vai começar pelos mercadinhos
e supermercados de Natal, Grande Natal e
Mossoró, devendo depois ser estendida às
cidades pólos das regiões do Estado. Segundo
ele, inicialmente os fiscais do órgão irão
conscientizar os comerciantes sobre as penalidades
que incorrerão se continuarem vendendo produtos
da cesta básica que estejam fora dos padrões
exigidos pelo Inmetro, órgão similar da
esfera federal. Em abril, porém, as infrações
serão lavradas e as penalidades aplicadas.
Os fiscais
do Ipem irão observar principalmente o peso,
a validade e a qualidade de produtos como
arroz, feijão, farinha, açúcar, sal, óleo,
colorau, biscoito e outros itens que compõem
a cesta básica comercializada no Rio Grande
do Norte. A composição da cesta básica,
ressalta Mano Targino, varia de acordo com
os estabelecimentos e revendedoras que a
comercializam, mas a média é de 25 itens.
“Os produtos
também devem ter as características contidas
nas especificações das embalagens das cestas
básicas”, alerta Mano Targino. Ele ressalta
que, apesar das dificuldades orçamentárias
do órgão, que herdou uma dívida de R$ 100
mil da última administração, a qual já está
sendo negociada, o Ipem está se reestruturando
para oferecer serviços de melhor qualidade
à população.
Como exemplo
dessa nova fase do Ipem, Mano Targino disse
que vai solicitar ao secretário estadual
de Indústria e Comércio, Betinho Rosado,
a indicação de um técnico para fazer um
treinamento na sede do Inmetro, no Rio de
Janeiro. O objetivo é capacitar alguém para
assessorar os exportadores do Rio Grande
do Norte. “Iremos implantar um serviço pioneiro
no Estado”, ressalta Mano Targino, “que
será o de oferecer uma consultoria na área
de exportação, para que os empresários tomem
conhecimento sobre os padrões internacionais
de qualidade dos produtos que exportam”.
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