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Petrobras
projeta crescimento modesto em 2003
CRISTIANO
ROJAS Repórter de Economia rojas@omossoroense.com.br
A
exploração de petróleo na Bacia Potiguar
deve crescer em torno de 2% apenas este
ano, de acordo com as estimativas do novo
gerente geral da Unidade de Negócio do Rio
Grande do Norte e Ceará da Petrobras, Fernando
Ricardo de Oliveira Lima.
A UN-RN/CE
produz atualmente cerca de 100 mil barris
diários de petróleo, sendo que desse total
o Rio Grande do Norte produz sozinho uma
média de 86 mil barris de petróleo e 3,7
milhões de metros cúbicos de gás, no Pólo
Industrial de Guamaré.
As previsões
da estatal é que essa produção de petróleo
na Bacia Potiguar tenha um acréscimo em
2003 de apenas dois mil litros, passando
dos atuais 100 mil barris diários para 102
mil, o que representa um modesto crescimento.
ESFORÇO
– Fernando Ricardo ressaltou entretanto
que a intenção da estatal é continuar investindo
em resultados substanciais de crescimento.
“Estamos num esforço grande de aumentar
a produção, buscando uma média maior que
no ano passado”.
A Petrobras
mantém na Bacia Potiguar 65 concessões e
4.500 poços produtores. “Vamos continuar
buscando novas áreas, investir no aumento
da produção”, destacou o novo gerente geral
da UM-RN/CE.
A Petrobras
pretende investir R$ 1,7 bilhão, isso em
custeio e investimentos, praticamente meio
a meio. Isso engloba os gastos de tudo o
que será investido em novos projetos e para
a manutenção dos projetos atuais, incluindo
as despesas da estatal.
O engenheiro
Fernando Ricardo assumiu a UN-RN/CE na segunda-feira
passada, dia 7, em substituição ao geólogo
Horácio Lugon, que finalizou sua gestão
sinalizando com a construção da planta de
Querosene de Aviação (QAV), orçada em US$
46 milhões.
Reservas
de petróleo se mantêm estáveis
Quanto
ao indicador de reservas que aponta um declínio
na produção de petróleo no Rio Grande do
Norte dentro de 16 anos o novo gerente geral
da UN-RN/CE, Fernando Ricardo, disse que
esse prognóstico tem se mantido estável.
“É um número
que vem se mantendo de uma maneira confortável
ao longo dos últimos anos. Todo o ano temos
conseguido incorporar novas perspectivas
que mantêm esse índice”, explicou ele.
Segundo
Fernando Ricardo, o indicador de Reserva
sobre Produção, que é utilizado mundialmente
pelas empresas do ramo, varia muito ao longo
do tempo. Todos os anos novas descobertas
acabam mudando os números da reserva e de
produção.
“Não é
para a gente imaginar que daqui há 16 anos
o petróleo acabou. Isso só seria verdade,
se as coisas continuassem de uma forma em
que não se descobrissem mais nada e sem
modificar a produção”, esclareceu ele.
Fernando
Ricardo afirmou que a UN-RN/CE continuará
investindo na exploração de petróleo, inclusive
com a possibilidade de adquirir novas áreas
de concessão.
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