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Governistas
sempre governistas
Insistimos,
por oportuno, na tese da reforma política
com especial destaque para a reforma partidária
no Brasil sob pena da nossa incipiente democracia
se fragilizar tanto que poderá um dia se
partir. Não dá mais para conviver com cenários
de incoerência, de oportunismo, de exploração
do bom senso dos cidadãos de bem praticado
por alguns que enveredam pelos caminhos
da vida pública não para prestar um serviço
à sociedade, mas para tirar proveito pessoal,
para si e para os seus. Os exemplos se multiplicam
pelo Brasil afora e, no nosso Rio Grande
do Norte, a coisa não poderia ser diferente.
E, se particularizarmos
o quadro de Mossoró, iremos ver que aqui
tem político que praticamente a cada eleição
está num partido diferente. E a cada governo
empresta o seu apoio. Isso não pode continuar.
O que estamos observando é que no decorrer
do processo político os nossos partidos
têm a marca da fragilidade e nos períodos
eleitorais aí é que essa vergonhosa situação
se afirma cada vez mais.
Sem ter
nada de pessoal contra o parlamentar mas,
vamos exemplificar o caso do deputado Francisco
José que, desde quando era vereador e, agora,
chegando à Assembléia Legislativa, foi governo
em todas as ocasiões. Embora que nos pleitos
tenha sido eleito pela oposição, nas eleições
ele se apresenta com uma posição, mas quando
toma posse, já está noutra. É o caso presente
onde foi eleito pelo PPB e já se apresenta
como integrante do partido da governadora
Wilma de Faria, o PSB. Assim foi com Fernando
Freire. Então, nas eleições realizadas os
fatos evidenciam esse quadro o que, convenhamos,
de certa forma, depõe contra a nossa estrutura
política na medida em que corrói os alicerces
que devem servir de sustentação ao processo
democrático. Exatamente porque corrói as
vigas que deveriam dar sustentação à democracia.
Essa é que deve ser a preocupação da sociedade
como um todo e não apenas de quem seja adversário
eventual de político A, B ou C.
O mais
grave de tudo isso é que alguns dos nossos
políticos assistem a tudo isso sinalizando
que concordam com a situação e nada fazem
para modificá-la. Sim, porque se estes apoiassem
o projeto de reforma política os partidos
no Brasil se tornariam fortes e respeitados
pela firmeza de suas posições. E os que
estão a eles filiados se enquadrariam na
sua linha programática ou seriam punidos,
dentre outras exigências por infidelidade
partidária.
Propostas
para a reforma política existem mo Congresso
e se elas não são apreciadas ou votadas
é porque não existe vontade política expressa
apoiando-as. É de se esperar que o novo
governo que aí está que diz que veio para
mudar o Brasil, mostre serviço e aja nesse
sentido. Afinal de contas, há o ditado que
diz que quando o governo quer, tudo pode.
Aguardemos.
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