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O
futuro do PMDB
A saída
do deputado federal Álvaro Dias do PMDB
constituiu-se no fato político mais importante
desta semana. Embora de origem familiar
dinartista, Álvaro sempre disputou cargos
políticos pelo PMDB. Nessa condição, foi
eleito deputado estadual por três vezes,
chegando a ser o deputado federal mais votado
do partido, nas últimas eleições. Durante
os seis últimos meses do governo Garibaldi
Filho, foi presidente da Assembléia Legislativa
do Rio Grande do Norte, onde conseguiu eleger
toda a Mesa Diretora que lhe sucedeu.
O Seridó
sempre foi considerado uma das regiões mais
conservadoras do Estado. A mudança de posição
de Álvaro surpreendeu, e fará com que o
PMDB volte a ser partido minoritário, sob
a liderança do líder tradicional, Manoel
Torres, que elegeu um filho suplente de
senador de Garibaldi Filho. No restante
do Estado, contará com o senador Garibaldi
Filho e os deputados federais, Sandra Rosado
e Henrique Eduardo. Na Assembléia Legislativa,
deverão permanecer três deputados, Larissa
Rosado, José Dias e Elias Fernandes, uma
vez que o deputado Nélter Queiroz anunciou
sua saída para o mês de abril. Possui inúmeros
prefeitos e vereadores, contando também
com direitórios municipais em praticamente
todos os municípios.
Sem dúvida,
o PMDB sai enfraquecido e a governadora
Wilma de Faria fortalecida. Para quem foi
governo durante oito anos, o esvaziamento
processou-se de forma muito rápida. Dizer
que se trata de um processonormal seria
exagero. Mesmo assim, fala-se na renovação
do Diretório Regional, programado para março.
Esse fato, isoladamente, não significa o
fortaleciemnto imediato do partido. Servirá
como motivação para uma grande mobilização,
em todo o Estado, motivando os peemedebistas
que estão dispostos a permanecer na oposição
ao governo estadual. É preciso aprender
e exercitar a política de oposição, pois
foi esse o resultado eleitoral. A escolha
foi do eleitor.
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