GETÚLIO RÊGO

MÁRCIO COSTA - Você deixa 8 anos de oposição ao governo para ocupar um importante papel de articulação no governismo. Como você vê este processo de mudanças?

GETÚLIO RÊGO – Eu penso que a eleição da professora Wilma de Faria traz uma perspectiva nova para a administração do Estado. Sendo prefeita de Natal por três vezes com desempenho aprovado pela maioria da população, trouxe para o Rio Grande do Norte toda uma expectativa de que o Estado possa receber os benefícios que conseguiu levar para a capital do Estado. Ela tem um projeto prioritário voltado para a área social, pensa em resgatar o nível de saúde ofertado à população, pensa em melhorar a malha viária do Estado e dar ao homem do campo mais suporte para o desempenho das suas culturas, além de devolver à família norte-riograndense um sentimento de segurança. Diante deste quadro as expectativas são muito boas.

MC – Como será a sua atuação como deputado governista?

GR – É diferente você exercer a função de parlamentar de governo com relação ao parlamentar de oposição. Nós teremos como parlamentar governista condições, por exemplo, de realizar um trabalho mais consistente voltado para a saúde que venho mantendo já a três mandatos. Como governista este trabalho fica mais fácil. Vou também com a minha experiência contribuir para sustentar os projetos encaminhados à Casa pela governadora Wilma de Faria, além de sugerir durante a administração, providências administrativas que respondam às expectativas da minha região.

MC - Um dos setores que despertam a maior preocupação por parte da população do oeste está ligada à questão da segurança. Quais serão as ações cobradas à governadora para melhorar a segurança da região?

GR - A governadora tem um pensamento e uma meta  de investir maciçamente para melhorar a condição da segurança da nossa população. É bem verdade que ela necessitará de um tempo por ter recebido uma máquina destroçada, contraído um débito acima de 200 milhões de reais, deficiências nas frota das polícias militar e civil e necessitará de um tempo para recuperar esta estrutura destinada a dinamizar a polícia na defesa da população.  Este é um pensamento da governadora e do secretário que cuidará de elaborar as ações e estratégias voltadas para a retomada de um cenário mais tranqüilo.

MC – Como você analisa o atual cenário político do oeste norte-riograndense com a composição da nova bancada legislativa?

GR - O alto e médio oeste contam com mais de um terço do eleitorado do Estado e se somarmos aos deputados que contam com base eleitoral em Mossoró, temos seis num contexto regional representando apenas um quarto do total da Assembléia Legislativa. É uma força política ainda sem a representatividade plena  do eleitorado do Estado. Temos que melhorar o nosso desempenho para que a Assembléia tenha mais presença com deputados oestanos, a fim de defender os interesses da região.

MC – O alto oeste  contará com a presença do deputado Raimundo Fernandes, que retoma a sua cadeira na AL. A presença do deputado modifica o quadro existente na última legislatura?

GR - A eleição do deputado Raimundo Fernandes gera um tripé no médio e alto oeste que aumenta a força política para defender os interesses da região. Este trabalho de ampliar as forças é extremamente necessário e espero que possamos consolidar ao longo deste mandato esta força em realidade e ações sólidas que venham a atender a população oestana.

MC - Algumas facções políticas da região reclamam que a divisão de cargos estaduais tem sido efetuada de forma muito injusta, favorecendo o seu partido, o PFL. Como você vê estas críticas?

GR - Eu acho que é um fato natural, até porque os que apoiaram a candidatura da governadora Wilma de Faria no primeiro turno estavam só no primeiro turno. Se ela tivesse vencido no primeiro turno, eles teriam toda a representação dentro deste contexto. Mas houve um fato novo, e a eleição foi decidida em dois turnos. A governadora nos convidou a apoiá-la no segundo turno e é evidente que com a bancada da Vontade do Povo composta por  seis deputados, seria injusto deixar de reconhecer a sua força política como representação de governo. Este é um fato que foi decidido pela governadora com a bancada, onde ficaram definidos os critérios, ficando bem claro que quem decide sobre os cargos é a governadora. O que é mais importante é que todos envolvidos na sua eleição estejam empenhados num projeto comum para o Estado e este é o nosso pensamento, o de somar.

MC - Com o sucesso eleitoral do último ano, você passa a figurar como um dos principais nomes no processo sucessório da cidade de Pau dos Ferros em 2004. O que você pode falar com relação ao quadro de disputa que começa a se formar?

GR - O que eu posso adiantar é que farei tudo o que estiver ao meu alcance para unir o nosso grupo e submeter ao povo na hora certa qual será o candidato ideal para enfrentar o processo de sucessão. Eu não penso em ser candidato, mas nós temos bons nomes para esta disputa e acredito que se houver um entendimento obteremos sucesso. O recado das urnas em 2003 já é um sinal muito claro de que a população de Pau dos Ferros quer mudança.

MC - Nos bastidores se fala de um possível acordo envolvendo o seu nome e o do vereador Genilson Pinheiro compondo chapa para disputar a prefeitura de Pau dos Ferros. Este acordo existem realmente?

GR - Eu prefiro deixar para analisar esta situação num momento oportuno. É muito prematuro se conversar sobre candidatos à sucessão de 2004 faltando tanto tempo para a disputa. Temos nomes fortes como Clécius Lapa e Genilson Pinheiro que terão o meu apoio quando chegar a hora de definir posicionamentos.

MC - Seu filho, Leonardo Rego, é citado como possível candidato. Seria um bom nome?

GR - Leonardo não conta com domicílio eleitoral em Pau dos Ferros e, portanto, não pode ser candidato. Não quero tirar das lideranças locais a oportunidade de exercer esta função de candidato a prefeito e a vice-prefeito.

MC - Com relação à política de Portalegre, como o senhor avalia a atual situação do seu grupo político?

GR - Em Portalegre é um fato ainda a se consolidar. Nós temos no momento algumas dificuldades e esperamos fazer um trabalho para superá-las, colocando para que o povo decida na hora certa quem será o candidato de oposição ao atual prefeito.

Giro Na Net

Se você gosta sempre de estar bem informado não pode deixar de ler a coluna Giro pelo Estado. Através do site www.omossoroense.com.br, você acompanha de qualquer parte do mundo os bastidores da política, da economia e as particularidades que marcam o dia-a-dia do interior do Estado. Vá lá e confira.

 

MÁRCIO COSTA
EMAIL: editor@omossoroense.com.br

É coordenador de Marketing de O Mossoroense

 

 .::HOME::.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EDITORIAS

Cotidiano

Economia

Esporte

Polícia

Política

Regional

Universo

OPINIÃO

Cid Augusto

Editorial

Emerson Linhares

Emery Costa

Giro pelo Estado

Laíre Rosado

Notas da Redação

Paulo Pinto

Rubens Coelho

Sérgio Chaves

Sérgio Oliveira

COLUNAS TEMÁTICAS

Assuntos do Comércio

Cinema em Foco

Direito em Pauta

Comentário Econômico

Mundo Digital

Nossa História

Cultura Americana

CIDADES

Alexandria

Areia Branca

Assu

Caraúbas

Macau

Médio Oeste

Patu

Pau dos Ferros

São Miguel

Umarizal

Vale do Apodi

SUPLEMENTOS

Empresa

Escola

Mais TV

EDIÇÕES ANTERIORES

ESPECIAIS

Chacina Prefeito

Barragem Santa Cruz

Vingt Neto

O JORNAL

Assinatura

Expediente

Histórico

Painel do Leitor

SERVIÇOS

102 ON-LINE

BANCO DO BRASIL

CAERN

CAIXA ECONÔMICA

COL. MOSSOROENSE

CORREIOS - CEP

COSERN

DETRAN

DICIONÁRIO ON-LINE

ESAM

FOLHA DIRIGIDA

GOVERNO DO ESTADO

HORÓSCOPO

IDEC

INDICADORES

RECEITA FEDERAL

TÁBUA DE MARÉS

TELEMAR

TRADUTOR ON-LINE

UERN

UFRN

 

 

 

 

 

 

ENQUETE

Você concorda com o programa Fome Zero?
Sim
Não
Votar
resultado parcial...

 

 

 

 

 

 

Mossoró-RN, quinta-feira, 13 de fevereiro de 2003