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Entidades
comunitárias não acreditam em nova aprovação
da CIP
A
liminar concedida pelo juiz da Vara da Fazenda
Pública, Pedro Cordeiro Júnior, suspendendo
a sessão que aprovou a Contribuição para
Iluminação Pública (CIP), foi amplamente
comemorada pelas entidades e associações
que representam as comunidades no município.
Em
contato com a reportagem, o presidente do
Conselho Comunitário do conjunto Três Vinténs,
José de Arimatéia Pereira, disse que recebeu
a notícia com certa tranqüilidade, porque
segundo ele, alguém teria que encampar uma
luta para derrubar, a taxa que ele considera
como desumana. Ele não tem dúvidas que a
Prefeitura Municipal de Mossoró teria condições
de arcar com os custos da energia, privando
a população da cobrança bitributada.
O
líder comunitário disse sem meias palavras,
que os quatorze vereadores que votaram favoráveis
à matéria enviada pela prefeita Rosalba
Ciarlini, foram eleitos para defender e
legislar em favor da população, “mas na
realidade não possuem nenhum compromisso
com o povo”. Ele fez questão de destacar
a atuação do vereador Renato Fernandes em
assinar a ação pedindo a derruba da taxa
e também a Rede Resistência de Comunicação
que, segundo ele, se transformou em um instrumento
de combate à indigesta CIP.
“Agora
só nos resta esperar que esses mesmos vereadores
que votaram contra o povo continuem votando
contra, só que desta vez contra a CIP”,
disse o comunitário, asseverando que, “muitos
vereadores estão rezando de joelhos em cima
de caroços de milho pedindo que a Justiça
impedisse a cobrança, então, se houver uma
nova votação eles poderão se redimir”.
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