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Extinção
de funções gratificadas
Os deputados
que participaram do governo Garibaldi Filho
e estão anunciando o apoio ao novo governo,
da professora Wilma de Faria, não escondem
a preocupação em relação aos cargos e funções
gratificadas no governo estadual. A governadora
confirmou, ontem à tarde, que estará promovendo
uma redução de até 80 por cento, fazendo
com que esse apelo, tão forte a alguns parlamentares,
diminua de intensidade. É visível o mal-estar
provocado pela decisão que desagrada não
somente aos políticos, mas a todos aqueles
que trabalharam na campanha, na perspectiva
de aproveitamento posterior.
Garibaldi
Filho fez o mesmo. A reação foi muito grande
e trouxe muitas dificuldades. Entretanto,
dentro dos princípios de Maquiavel, a governadora
age acertadamente, quando assume medidas
impopulares no início do governo. Daqui
para frente serão quatro para recuperar
o desgaste a que será submetido.
Na prática,
os efeitos estão acontecendo. Nas repartições,
as chefias estão abandonadas. Ninguém quer
assumir a responsabilidade por aquilo que,
oficialmente, não foi responsabilizado.
As reações são maiores na Secretaria de
Educação e na Secretaria da Saúde, onde
muitos já estão fazendo corpo mole. No final,
a população é quem pagará o preço por esse
descontentamento.
A governadora
diz que precisa de dinheiro para investir.
Garibaldi encontrou a folha de pagamento
dos funcionários do Estado comprometendo
110 por cento daquilo que arrecadava. Entregou
o governo com um patamar em torno de 63
por cento. O corte nessas funções representará
uma economia de R$ 2 milhões. Mesmo os que
aplaudem a medida, acreditam que os cortes
poderiam ser mais adiante, em outras gorduras
por acaso existentes na administração estadual.
Mesmo diante da insatisfação dos que perderão
os cargos, a população concorda e aplaude
a atitude da governadora. Resta saber os
resultados que serão obtidos no futuro.
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