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Pedreiro
que matou ex-mulher é preso no Ceará
O
pedreiro Inácio Francisco da Silva, 36 anos,
acusado de ter assassinado de forma bárbara
e covarde a sua ex-mulher Rejane de Paula
Moura, fato este registrado na manhã do
dia 20 de fevereiro, numa via pública do
bairro Sumaré, já está preso preventivamente,
devendo ser transferido ainda hoje para
a cadeia pública onde ficará à disposição
da Justiça até o dia de seu julgamento.
Segundo a delegada Cristiane Magalhães,
que presidiu o inquérito e solicitou a sua
prisão, tudo ela haverá de fazer para que
a Promotoria Pública peça o seu enquadramento
em crime de homicídio qualificado.
Na presença
da delegada Cristiane Magalhães, titular
da Delegacia Especializada da Defesa e Apoio
à Mulher (DEDAM), que foi buscar Inácio
Francisco ainda ontem, depois que soube
da sua captura na cidade de Limoeiro do
Norte, ele disse que matou Rejane Paula
porque vinha sendo traído por ela.
“Ela dizia
que tinha 10 homens e o último a ter vez
era eu. Depois de me deixar foi morar com
vários rapazes e isso me deixou revoltado”,
relatou.
Para a
delegada Cristiane Magalhães, as declarações
do acusado, que teve a sua prisão decretada
pelo juiz Expedito Ferreira de Souza no
decorrer da apuração do caso, que obteve
o testemunho de mais de 10 pessoas e todas
foram taxativas em dizer que Inácio Francisco
vivia de ingerir bebida alcoólica enquanto
Rejane Paula trabalhava dois expedientes
para garantir o sustento das duas crianças,
além de mesmo separada de vez em quando
receber a visita do ex-marido que lhe fazia
ameaças, são infundadas
No dia
do crime, ainda cedo, Inácio Francisco esteve
em um pequeno casebre onde morava a vítima
e ambos discutiram. Por volta das nove horas,
ele retornou, usou de uma adolescente para
chamar a mulher na casa pois precisavam
conversar e ao que ela veio, foi surpreendida
com uma cutilada de faca no pescoço que
a levou a óbito instantaneamente.
Uma semana
depois se apresentou à delegada Cristiane,
prestou a sua versão, foi liberado, mas
alertado de que não mudasse de endereço
sem comunicar a ela (delegada).
“Naquele
dia eu já estava preparando a sua prisão
preventiva, mas não podia deixá-lo preso.
Ele estava livrando o flagrante. Graças
a um bom relacionamento que mantemos com
colegas do Estado do Ceará, fui informada
de que Inácio estava em Limoeiro do Norte,
na casa de parentes e solicitei ajuda da
polícia de lá”, concluiu.
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