Oeste quer revitalização do
Rio Apodi/Mossoró
 

Segundo o professor Maurício Oliveira, da Esam, a substituição da mata ciliar por culturas irrigadas é um dos sérios problemasO rio Apodi/Mossoró tem sido vítima constante de agressões externas. A interferência do homem pode ser constatada justamente nas áreas urbanas por onde o rio passa cortando.

As margens do rio Apodi/Mossoró já serviram de aterro sanitário, onde antes eram jogados entulhos das mais diversas procedências, inclusive materiais proveniente de lixo hospitalar.

Algumas das principais cidades que surgiram ao longo do Rio Apodi/Mossoró hoje lutam para conscientizar sua população da importância de preservar as águas do manancial livre de impurezas.

No trecho que passa por Mossoró é um dos mais castigados pela ação do homem. Os abusos contra o resistente rio são múltiplos, indo desde a lavagem de carros e roupas até a contaminação através de animais domésticos mortos e agrotóxicos.

O município de Governador Dix-sept Rosado tem tentado sensibilizar a comunidade para dar uma atenção maior ao Rio Apodi/Mossoró, para que tomem o cuidado de preservar.

CONVIVÊNCIA – “É possível a gente conviver respeitando o nosso rio e tornando ele um rio limpo”, diz o prefeito do município Gilberto Martins, sensibilizado com a situação de degradação do Apodi/Mossoró.

As vísceras dos animais que antes eram tratadas dentro do rio, com a ampliação do abatedouro, passaram a ser tratadas no próprio estabelecimento. Com a intervenção do Ministério Público foi coibida também a lavagem de carros em suas margens.

Três problemas no entanto ainda afligem bastante os prefeitos dos 51 municípios por onde passa o Rio Apodi/Mossoró: a lavagem de roupas em suas margens, o esgoto doméstico e industrial e o assoreamento provocado pela devastação da mata ciliar.

“Nós não podemos mais em pleno século 21 tratar com tanta ignorância e desrespeito o nosso rio, que ainda hoje oferece alimento, água para irrigação, areia para construção e lazer”, ressalta Gilberto Martins.

Segundo o professor agrônomo Maurício de oliveira, da Esam, o corte indiscriminado de espécies da flora nativa da região Oeste as margens do Apodi/Mossoró tem provocado o assoreamento do rio.

Ele destaca que em grande parte o desmatamento tem sido provocado por empresas que exploram a fruticultura irrigada. Que em busca de mais terra para cultivar, sai desmatando inclusive espécimes nativos de carnaúba. 

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Mossoró-RN, domingo, 13 de abril de 2003