|
Objetivo
da sociedade civil
Decididamente
o analfabetismo no Brasil só vai acabar
no dia em que essa meta deixar de ser um
programa de governo, mas se tornar um objetivo
da sociedade civil. E, claro, se o nosso
Estado se faz presente nessa decisão pois
há mais de 50 anos que as iniciativas governamentais
no Brasil nesse rumo existem e a elas o
território potiguar diz presente, mas estas
não prosperam. Aqui no nosso Rio Grande
do Norte mesmo houve recentemente no governo
Fernando Freire um programa nesse sentido.
E é bom que outras iniciativas existam nesse
campo. Mas, insistimos na tese de que a
sociedade civil organizada deve se enquadrar
nessa luta e transformá-la num objetivo
comum do povo brasileiro como um todo.
Tomando-se
por base as políticas governamentais pré-existentes
com esse objetivo em nosso país é sabido
que o Ministério da Educação do governo
Lula está empenhado em que tenhamos a execução
de um programa nesse diapasão com o objetivo
de alfabetizar em quatro anos, 20 milhões
de adultos. Com o objetivo primordial estaria
a população alcançada pelo “Fome Zero” e
pelos pais analfabetos de crianças contempladas
com o Bolsa-Escola.
Repetimos
que a meta é ambiciosa, mas possível de
ser alcançada se a ela aderirem os Estados,
municípios, as organizações privadas e as
entidades de classe. Daí, insistirmos ainda
mais na tese de que tudo dará certo caso
isso se transforme de política de governo
para um objetivo da sociedade.
Nós já
tivemos muitas experiências nesse campo,
algumas fracassadas, outras transformadas
em sucessos parciais. Quem sabe, agora não
seria a hora de se lançar as bases de uma
mobilização efetivamente nacional nesse
sentido?
Há tecnologias
disponíveis para isso. Há tecnologias educacionais
em abundância nesse campo. O ideal é que
dentro do espaço mais breve possível essa
verdadeira mácula no mapa do Brasil desapareça.
Para se ter uma idéia, segundo o último
Censo do IBGE, são 16 milhões e 300 mil
brasileiros analfabetos hoje em dia. E o
esforço para se acabar com isso é dever
de todos, indistintamente.
Particularizando
o caso no nosso Rio Grande do Norte nós
possuímos “n” iniciativas nesse campo. Paulo
Freire nos anos 60, o Mobral, as escolas
radiofônicas das dioceses do Estado, tudo
isso e muito mais podem dar uma contribuição
importante para que alcancemos nossos objetivos.
Vamos então nos esforçar todos para tal.
|