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Ronaldo
Soares volta a cobrar o gasoduto no
Vale do Assu
O
prefeito de Assu, Ronaldo Soares (PP), aproveitou
a realização da audiência pública, na última
sexta-feira, na Assembléia Legislativa,
para um debate a respeito das conseqüências
surgidas no projeto irrigado Baixo-Assu,
por conta do vendaval registrado no dia
15 de março passado, ocasionando prejuízos
da ordem de R$ 7 milhões para os colonos,
que perderam 800 dos cerca de 1.200 hectares
de plantações em seus lotes irrigados, para
voltar a cobrar, agora de forma mais veemente,
a inclusão das cidades do Vale do Assu no
projeto do gasoduto batizado de Assu/Seridó.
Soares
lembrou que o fenômeno climático, que gerou
tantos danos, é uma circunstância criada
pela devastação da vegetação nativa da região,
em decorrência da extração da lenha para
o parque cerâmico, para ele um motivo mais
do que suficiente para justificar a inserção
do Vale do Assu no projeto do gasoduto.
A audiência de sexta-feira, em Natal, foi
uma sugestão da vice-presidente do parlamento
potiguar, deputada Larissa Rosado (PMDB).
Antes,
no dia 4, quando da apresentação oficial
do projeto do gasoduto, em Caicó, o prefeito
já havia quebrado o protocolo e, na presença
da governadora Wilma de Faria (PSB), dos
senadores José Agripino Maia (PFL) e Fernando
Bezerra (PTB), e outras autoridades e lideranças,
lamentou publicamente o fato de uma parcela
de cidades da região não ter sido contemplada
no projeto produzido pela Fiern e a Adese.
As colocações
do prefeito foram endossadas por diversos
articulistas da imprensa estadual, porém,
não provocaram qualquer reação das lideranças
políticas que, talvez, preferiram não se
incompatibilizar com a população do Seridó.
Na audiência
pública na capital do Estado, Ronaldo Soares
bateu na mesma tecla e, agora de forma mais
contundente, disse que era inconcebível
que o projeto exista e não beneficie as
cidades de Macau, Carnaubais, Pendências,
Alto do Rodrigues, Ipanguaçu e Assu. Ele
repetiu que não é contra a obra, muito pelo
contrário, só não pode ficar calado com
uma iniciativa que deixe de fora o Vale
do Assu, algo que para ele é totalmente
contra-sensual, até pelo fato do gás natural
que vai ser a razão da existência do gasoduto,
originar-se no Vale do Assu, mais precisamente
no pólo produtivo com base em Guamaré. Por
fim, Ronaldo Soares disse que deverá existir
uma grande mobilização de lideranças do
Vale do Assu para que a luta pela inserção
da região no benefício ganhe contornos maiores
e revele um maior engajamento de todos os
municípios em defesa do gasoduto.
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