Renegociação de dívidas
requer cuidados
 

Inadimplência é elevada nas escolas particulares e, por isso, partes envolvidas em negociação devem agir com habilidade O fotógrafo Francisco José Paiva, 48 anos, tinha uma dívida com uma escola da rede particular. Foi acionado pela empresa no Juizado Especial de Pequenas Causas. Foi intimado e teria que pagar, pelos cálculos do credor, cerca de R$ 300,00.  

“Reconheci a dívida e me dispunha a pagar, mas só que queria mostrar à empresa as minhas condições”, revela Francisco José, referindo-se ao fato de que trabalha de formas autônoma e que seus rendimentos são, portanto, incertos.

Ontem, um dia antes da audiência no Juizado das Pequenas Causas, o fotógrafo procurou o advogado da escola para propor uma negociação. “Disse que poderia quitar o débito em 4 parcelas de 60,00. O acordo foi fechado.

Para o advogado Francisco das Chagas Souza Júnior, procurador da Associação de Defesa do Consumidor (ADECON), o acordo foi o melhor negócio para as duas partes.

 “É importante que o consumidor esteja atento aos seus direitos. Quando ele propõe uma saída amigável é bom para os dois lados. Para a empresa porque vai receber o que lhe devem e para o consumidor porque permanece com o seu crédito já que além de reconhecer o débito está se empenhando em quitá-lo”, analisa.

Nessa época do ano é comum e elevado o número de pessoas que estão tentando renegociar as dívidas do ano passado com as escolas nas quais os filhos estudaram e/ou vão estudar, novamente.

O índice de inadimplência no setor é alto, conforme números dos diretores de instituições de ensino da rede privada de Mossoró. O percentual nunca é menor que dois dígitos, ficando sempre entre 30% a 40%, no mínimo.

Souza Júnior explica que a exploração que o sistema financeiro pratica contra a população faz com que as pessoas percam o controle do orçamento doméstico, se vendo obrigadas a atrasar alguns pagamentos, como o das mensalidades escolares, por exemplo.

Por isso, revela ele, a alternativa é buscar a negociação. “Em muitos casos, as pessoas se vêem obrigadas até a aceitar as condições impostas pelos credores. “Quem tem a receber dificilmente analisa a condição de quem está devendo”, enfatiza.

Uma situação corriqueira que ocorre, segundo análise do procurador da Adecon, é que as escolas exigem, na negociação com seus devedores, que estes lhes apresentem cheques pré-datados como garantia. “É muito difícil uma pessoa que está devendo ter cheque, já que geralmente essas pessoas estão com seus nomes inclusos em cadastros restritivos de crédito”, afirma.

Souza Júnior diz que quando a situação não está sendo resolvida amigavelmente na conversa e dentro das condições que o devedor alega ter para quitar a dívida, o mais recomendado é que se procure registrar uma queixa no Juizado Especial das Pequenas Causas.

“Nestes casos, a pessoa reconhece a dívida, mas aponta que está em dificuldade, tanto pela exigência do cheque quanto pela forma dos valores exigidos mensalmente. Com o registro no Juizado, são marcadas as audiências e nesses casos os acordos podem ser bem mais favoráveis ao devedor”, destaca.

Dívida pode prescrever em um ano 

As escolas também têm que se precaver para não ser pegas de surpresa. É que pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) há prazos para prescrição de dívidas – no caso de mensalidades escolares também.

Se o pagamento da mensalidade for controlado por meio de boleto escolar – ou seja, se for esse o registro da forma de pagamento – no caso da dívida, ela prescreverá em um ano. Dessa forma, o devedor se livra do débito pelo tempo, mesmo sem tê-lo quitado.

No caso de pagamento assegurado por meio de promissória, o prazo pode ser de até 10 anos. Por isso, as partes – tanto devedor quanto credor – devem estar atentas para que não sofram prejuízos de nenhuma parte e cheguem a um acordo bom para ambos.


 

 .::HOME::.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EDITORIAS

Cotidiano

Economia

Esporte

Polícia

Política

Regional

Universo

OPINIÃO

Cid Augusto

Editorial

Emerson Linhares

Emery Costa

Giro pelo Estado

Laíre Rosado

Notas da Redação

Paulo Pinto

Rubens Coelho

Sérgio Chaves

Sérgio Oliveira

COLUNAS TEMÁTICAS

Assuntos do Comércio

Cinema em Foco

Direito em Pauta

Comentário Econômico

Mundo Digital

Nossa História

Cultura Americana

CIDADES

Alexandria

Areia Branca

Assu

Caraúbas

Macau

Médio Oeste

Patu

Pau dos Ferros

São Miguel

Umarizal

Vale do Apodi

SUPLEMENTOS

Empresa

Escola

Mais TV

EDIÇÕES ANTERIORES

ESPECIAIS

Chacina Prefeito

Barragem Santa Cruz

Vingt Neto

O JORNAL

Assinatura

Expediente

Histórico

Painel do Leitor

SERVIÇOS

102 ON-LINE

BANCO DO BRASIL

CAERN

CAIXA ECONÔMICA

COL. MOSSOROENSE

CORREIOS - CEP

COSERN

DETRAN

DICIONÁRIO ON-LINE

ESAM

FOLHA DIRIGIDA

GOVERNO DO ESTADO

HORÓSCOPO

IDEC

INDICADORES

RECEITA FEDERAL

TÁBUA DE MARÉS

TELEMAR

TRADUTOR ON-LINE

UERN

UFRN

 

 

 

 

 

 

ENQUETE

Você acha que a governadora Wilma de Faria terá êxito à frente do Governo Estadual?
Sim
Não
Votar
resultado parcial...

 

 

 

 

 

 

Mossoró-RN, terça-feira, 14 de janeiro de 2003