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Professores
da zona rural querem mudar auxílio deslocamento
O
Sindicato dos Servidores Públicos Municipais
de Mossoró (Sindiserpum) se reuniu ontem
com os professores que lecionam na zona
rural. Na pauta a reivindicação da categoria
que quer melhorar o auxílio deslocamento
que hoje só atinge os 30% do salário base,
o que não é suficiente, na avaliação dos
mestres para cobrir todas as despesas e
a própria importância do trabalho.
Na área
urbana, quando não são necessários grandes
deslocamentos, o professor recebe R$ 88,00,
enquanto na zona rural fica em torno dos
R$ 95,00 para professor formado e R$ 76,00
para nível médio, enquanto a fatia maior
atinge apenas os mais antigos, R$ 106,00.
Um levantamento
feito pelo pelo sindicato, de acordo com
seu presidente, Gilberto Martins, o professor
gasta hoje em torno de R$ 4,00 por dia para
fazer o deslocamento até a zona rural.
“Vamos
encampar essa luta e a reivindicação é de
que o auxílio deslocamento para estes professores
seja de 100% do salário base”, adianta Gilberto.
Ele justifica alegando que é gasto em determinadas
comunidades, como Mulunguzinho, 4 horas
para fazer o percurso de ida e volta.
Caso não
chegue no horário do ônibus, o mototáxi
cobra R$ 20,00. Some-se a este quadro o
perigo de trafegar nestas estradas no período
noturno, pondo em risco a própria vida.
ENCONTRO
– Na próxima semana, quinta-feira, dia 20,
o sindicato se reúne com o secretário de
Planejamento e Gestão Financeira, José Anselmo
de Carvalho Júnior, e na oportunidade este
tema será discutido.
A própria
prefeita Rosalba Ciarlini recomendou ao
seu auxiliar a apresentação de uma proposta.
“Nós vamos
analisar e dizer se aceitamos ou não”, disse
Gilberto, adiantando que no mesmo encontro
será discutido o Plano de Carreira e Salário,
além do laudo técnico pericial de insalubridade.
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