Mossoró-RN, domingo 8 de fevereiro de 2009

Tibau

GERALDO MAIA
gemaia@bol.com.br 

Tibau está localizada na região litorânea do Médio Oeste potiguar, na divisa do Rio Grande do Norte com o Ceará. É, como se diz, a praia dos mossoroenses. E a paixão dos mossoroenses por essa praia vem de longos anos. Através de velhos jornais locais, existentes no Museu Municipal, colhemos  notícias que datam do início do século passado. O professor Vingt-un Rosado, através de seus escritos, nos revela depoimentos de pessoas que conheceram Tibau em épocas passadas. Dessas informações tiramos fragmentos que nos permite  conhecer um pouco da história antiga de Tibau.

Ficamos sabendo, por exemplo, que em 1908 mantinham casas em Tibau os seguintes cidadãos: Major Migas, que tinha uma pequena bodega para fornecimento de gêneros de primeira necessidade; Dr. Almeida Castro, que era médico em Mossoró; o Major Zeta Cavalcanti e o farmacêutico Jerônimo Rosado. Sobre Jerônimo Rosado há um depoimento bem interessante. Seu Rosado, como era mais conhecido o farmacêutico, era pai de "numerosa e numerada família", no dizer do seu filho mais novo Vingt-un Rosado. Consta que todo ano ele fretava dois carros de boi puxados cada um por quatro parelhas, colocavam cuidadosamente todos os seus familiares e saíam em demanda da praia de Tibau onde passavam grande temporada. Os carros, que eram cobertos com couro de boi espichados para fazer sombra sobre a meninada que enchia o lastro dos carros, saíam  cantando e rodando lentamente pelo areial, numa jornada que levava até dois dias para chegar ao final. Seu Rosado saía  de Mossoró pela madrugada, dormia em Gangorra para no outro dia alcançar Tibau. A casa da praia era pequena, de piso batido e coberta com palha. E por passarem ali grande temporada, como já foi dito, Seu Rosado levava uma professora que lá se encarregava de ministrar os conhecimentos referentes ao curso primário à meninada. A professora em questão era Dona Lutgardes Guerra, que era filha de Felipe Guerra.

Por volta de 1918 e 1919 foram construídas várias casas na chapada do morro dentre as quais achava-se a de Antônio Florêncio de Almeida e o afamado chalé de Delfino Freire, todo construído em madeira, pregada a pregos de cobre, plantada em cima da pedra do chapéu, na divisa natural  do Rio Grande do Norte com o Ceará. "Seu" Delfino era grande comerciante em Mossoró.

Por volta de 1926/1927 foi construída a Capela de Santa Teresinha, onde foi celebrada a primeira missa pelo padre Manoel Barreto.

A estrada de rodagem Mossoró-Tibau foi construída em 1932 pela Associação Comercial de Mossoró, que tinha como superintendente o Sr. Alfredo Fernandes. Os recursos havia sido adquiridos pela Associação nas diversas praças do país, como auxílio aos flagelados da seca, conforme noticia o jornal "Correio do Povo" em sua edição de 29/05/1932. "As antigas viagens para Tibau eram feitas por dois caminhos e algumas variantes: um pela Gangorra-Canto dos Bois-Tibau e o outro pelo caminho que ia para a Barra ganhando-se a praia 18 quilômetros, que distavam até Tibau, os quais somados aos 36 Km da Barra até Mossoró totalizavam 54 Km." Dix-sept Rosado Maia, quando governador, mandou piçarrar a estrada em toda a sua extensão. O governador Dinarte Mariz, atendendo reivindicação do seu Secretário de Educação Dr. Tarcísio Maia, construiu a atual estrada que liga Mossoró a Tibau.

A primeira linha de transporte coletivo para Tibau surgiu por volta de 1942 com uma "sopa" de propriedade do Sr. Cícero Gadê.

Tibau é hoje uma cidade muito procurada pelos turistas pela beleza de sua praia, pela presença dos veranistas e pelo forte apelo da região.

 

Rua das Flores, em Curitiba

Gilbamar de Oliveira
gilbamarbezerra@ig.com.br

Na manhã do sábado, mesmo sob um calor infernal de mais de trinta graus, como estava na época em que para lá viajamos, vale dar uma despretensiosa caminhada pelo burburinho da Rua das Flores, local onde os curitibanos costumam se reunir para um bate-papo descontraído ou para aquele passeio sem compromisso com o tempo. Uma multidão acalorada desfila pelo local trocando sorrisos, olhares e, por vezes, encontrões no ruge-ruge que se forma. Ali é possível ver de tudo um muito, aliado às cores dos quadros expostos à venda, ao sussurro das conversas, à madorra dos vendedores de artesanato, às gargalhadas dos que bebem nos bares dos arredores e aos gracejos de algum palhaço solitário que resolve fazer graça gratuitamente para os presentes. Troçando dos passantes.

Vimos um sujeito assim no dia em que fomos bater pernas na Rua das Flores transbordando de tanta gente. Afinal de contas, vivíamos o período natalino e o corre-corre para comprar presentes se intensificava. E em meio a tudo isso, bem no núcleo dos que iam e vinham se encontrava ele todo de vermelho, cara pintada, todo metido a engraçadinho para arrancar risadas de quem estava num bar próximo bebendo, fazendo mungangos e tirando sarro dos circunstantes. Quem passasse na frente dele se tornava alvo de suas piadinhas e graçolas, tornando-se o pato ridículo de quem todos riam e zombavam.

Minha esposa, muito mais perspicaz do que eu, notou isso bem mais rápido do que um piscar de olhos e impediu-me de ser a próxima vítima do palhaço. Assim, contornamos pelo lado, aliviado eu quando ela me disse o que estava realmente acontecendo, e paramos já lá adiante para assistir aos infelizes shows proporcionados pelos incautos. Tão-logo eles cruzavam com o palhaço, este abria os braços, o rosto contorcido como a chorar e gritava: "Papá!" Se o sujeito não lhe dava atenção ele lançava uma olhar maroto para o público, acompanhava a vítima apressada e, com o mesmo gesto mas agora exibindo as feições ferinas, bradava em alto e bom som, as mãos nos quadris: "Mamãe!" A galera caía em estrondosa gargalhada, e o coitado do transeunte só faltava procurar um buraco para se enterrar, tão envergonhado ficava. Num determinado momento, uma senhora caminhava inconsciente do que estava acontecendo e ele, todo risonho, os braços absurdamente abertos e gritando "minha querida amiga!" foi na direção dela. A coitada, sem saber da peça que lhe estava prestes a ser pregada, preparou-se para o abraço transpirando sorriso. Mas o cafajeste, na hora agá, desviou-se dela e, lá adiante, ficou a zombar da pobre senhora, sob as estrondosas gragalhadas da turba satisfeita.

Permanecemos mais alguns instantes assistindo às peripécias do bobalhão que buscava fazer os outros de idiota, aplaudido delirantemente por um bando de desocupados bebericando sua cerveja a um sol de mais de trinta graus. A Rua das Flores ficou menor com aquelas palhaçadas sem propósito. Depois, nos dirigimos para o local onde apanharíamos a "jardineira", espécie de ônibus com dois andares que circula pelos locais turísticos de Curitiba. Assunto para outro dia.

 

A Cerimônia na Mansão Feast

SULLA MINO
sullamino@yahoo.com.br

Keila é uma jovem corretora, ambiciosa e com seu talento consegue sempre vender lindas casas e belos apartamentos.

Keila estava em seu carro, já na estrada, indo à mansão Feast, apresentar esta bela residência ao Sr. Kevin, um homem bem-sucedido, com uma aparência um tanto suspeita, este desejava sair do centro da cidade para uma moradia mais tranquila, apesar do trajeto ser mais longo até o centro, Sr. Kevin estava disposto a fazê-lo todos os dias e que precisava de um lindo jardim, para uma festa anual de sua família.

Apesar de ouvir todos os mitos sobre esta mansão, de ser assombrada, de ser estranha... Keila não quis saber de bobagens, queria mesmo fechar seu mês com chave de ouro, nem se importando com sumiços de várias corretoras a esta mansão, pra ela tudo isto é besteira, não existe nada que prove, pra Keila, as outras simplesmente desistiram da profissão.

Chega na mansão começa a abrir as janelas e por umas coisas aqui outras ali em ordem para Sr. Kevin se agradar, os móveis são antigos e estão empoeirados, os cortinados um pouco fora de prumo e a escada para os quartos fazia uns rangidos, nada que não dê um jeito, a madeira é velha, só é trocar que fica tudo certo...

São três da tarde, Keila senta no sofá para aguardar o cliente, está cansada da viagem, acaricia seu próprio cabelo, como sua mãe fazia quando ela era criança...

Um som estranho vinha lá do quintal...

Tum!...Tum!...Tum!...

Keila levanta e vai até a janela dá uma olhada e não vê nada, o som continua e então nossa corretora vai até a porta dos fundos, que dá para o jardim na parte debaixo da casa, caminha em direção ao chafariz e o som fica mais alto, ela vai mais à frente, protegendo o rosto, retirando galhos e ramados do caminho e quando chega no final deste trajeto sombrio e nada hostil se depara com homens com penas nas pernas, com os braços e tórax pintados de branco, uns traços, umas linhas, envolta dos olhos pintado de preto e nos lábios um tom forte de vermelho...

Os homens faziam batuques e falavam palavras estranhas e um velho de mais ou menos 98 anos, também fantasiado, se aproxima de Keila convidando-a a sentar na poltrona que está ao lado do chafariz, assustada e com medo Keila corre, volta pelo caminho estreito, cheio de galhos e ramos e não adiantou...

Os homens alcançaram Keila e levaram para a poltrona, que estava enfeitada com flores e laços cor-de-rosa, é a cena do ritual...

E quando começou o batuque, num passe de mágica Keila estava com um vestido colorido, joia, penas nas pernas, uma coroa com brilhantes, seus braços pintados com linhas e traços brancos, sua boca num tom vermelho escuro e em volta de seus olhos pintados de preto também.

Os homens faziam batuques e dançavam envolta das poltronas de Keila e do Velho enrugado...

Começa a cerimônia de casamento...

Eles aguardavam há muito tempo por Keila, a prometida, a guardiã da Mansão Feast...

Eles escolhiam anualmente uma bela jovem para casa-se com o mestre, assim eles permaneciam na Mansão e voltavam à forma normal.

- Sta. Keila? Sta. Keila?

A voz foi ficando mais alta.

- Sta. Keila! Sta. Keila!

Keila desperta de um sono...

- Desculpe Sr. Kevin, acabei cochilando enquanto o esperava.

- sem problemas, acrescentou o cliente, mostre-me a casa, haverá neste fim de semana uma grande cerimônia...

- Que tipo de cerimônia? Perguntou Keila.

O Sr. Kevin leva Keila até a janela e mostra-lhe o jardim,

-Veja, vai ser ali, perto do chafariz o casamento do meu avô.

Keila dá um suspiro de alivio...E uma pequena risada...

- O que foi Sta. Keila?

- Me desculpe, é que eu tive a impressão...

Antes de a jovem terminar de falar, as portas e janelas da mansão se fecham, eles ficam ali parados na escuridão...E neste momento desce as escadas um velho enrugado, com uma vela na mão e fantasiado como no sonho de Keila, dizendo:

- Meu neto Kevin, desta vez você escolheu muito bem...

 

“Entre nós”, de Philip Roth - Parte I

Clauder Arcanjo
clauder@pedagogiadagestao.com.br 

O escritor americano Philip Roth costuma sempre ser associado ao seu mister de romancista. Autor de livros como O complexo de Portnoy, Pastoral americana, Homem comum, dentre outros, poucos sabem da valiosa pena de ensaísta, de entrevistador, e de memorialista singular, de Roth.

O lançamento de Entre nós - Um escritor e seus colegas falam de trabalho, tradução de Paulo Henriques Britto, vem suprir essa lacuna de conhecimento acerca da produção do autor de O teatro de Sabbath. Nessa obra, encontram-se reunidos entrevistas feitas por Roth com outros literatos, ensaios sobre colegas escritores, além de um sobre um pintor, bem como cartas trocadas entre eles. Apesar do aparente mosaico, Entre nós reveste-se de uma unicidade mágica, tendo a arte como condão de tessitura entre as diversas partes, em especial a relação entre literatura e vida.

Mesmo quando se 'ouve' a voz do outro escritor ou artista, predominam "as preocupações e obsessões do próprio Philip Roth". Um dos pontos de relevância no livro é a condição de judeu - sete dos dez escritores presentes são judeus, além do artista plástico Philip Guston. Outro ponto presente, a relação de "conflito entre o artista e as instituições de seu país", em especial nas conversas com dois thecos - Ivan Klíma e Milan Kundera. O ensaio acerca da importância de Saul Bellow vem comprovar definitivamente a força e a mestria do crítico Philip Roth.

Fui lendo o livro, e algumas passagens foram sendo marcadas, a fim de serem relidas. Na primeira parte, um bate-papo com Primo Levi. Na abertura, escrita em 1986, Roth anuncia: "Ao contrário do que pode parecer de saída, não causa surpresa a constatação de que os escritores, tal como o resto da humanidade, se dividem em duas categorias: os que sabem ouvir e os que não sabem. Levi sabe ouvir, com o rosto inteiro, um rosto modelado com precisão que, terminando na barbicha branca, aos 67 anos parece juvenil, lembrando o deus Pã, e ao mesmo tempo tem um ar de professor, a expressão de curiosidade irreprimível do estimado dottore."

Para, logo em seguida, confidenciar-nos: "Não conheço nenhum outro escritor contemporâneo que tenha resolvido permanecer, durante tantas décadas, em contato íntimo, direto e ininterrupto com sua família próxima, seu torrão natal, sua região, o mundo de seus ancestrais e, em particular, com o ambiente de trabalho local, que em Turim, sede da Fiat, é basicamente industrial. De todos os artistas intelectualmente bem-dotados do século XX - e o que torna Levi único é o fato de ele ser mais um químico-artista do que um escritor-químico -, ele é talvez o que melhor se adaptou à totalidade da vida a seu redor."

Na entrevista, Levi professa uma de suas crenças fundamentais: "Estou convencido de que os seres humanos normais são biologicamente constituídos para desempenhar uma atividade voltada para um objetivo, e que o ócio, ou o trabalho sem objetivo (como o Arbeit de Auschwitz), gera sofrimento e atrofia. No meu caso, como no caso do meu alter ego, Faussone, o trabalho se identifica com a resolução de problemas."

Philip Roth considera A trégua, de Primo Levi, surpreendente, "uma obra que poderia perfeitamente ser caracterizada por um clima de luto e desespero inconsolável" traz a marca da exuberância. Para Levi, trata-se de um livro "mais 'autoconsciente', mais metódico, mais literário, com uma linguagem elaborada de modo muito mais profundo". Isso quando cotejado com É isto um homem?.

Ao longo da conversa entre Roth e Levi, algumas curiosas revelações. Uma delas referente a Italo Svevo, autor de A consciência de Zeno, fabricante de tintas de Trieste. "Em 1918, Trieste virou parte da Itália, e a tinta passou a ser fornecida às marinhas italiana e britânica. Para poder se comunicar com o almirantado britânico, Svevo começou a ter aulas de inglês com James Joyce, que na época trabalhava como professor em Trieste. Eles se tornaram amigos, e Joyce ajudou Svevo a encontrar um editor para suas obras. O nome comercial da tinta anticracas era Moravia. Não é por acaso que esse nome foi adotado como pseudônimo pelo romancista..." - afirma Primo Levi.

O segundo entrevistado é Aharon Appelfeld. Escritor que carrega a marca de ter fugido, quando criança, de um campo de trabalho nazista, sozinho, e de ter ficado "vagando pelas regiões primitivas da Ucrânia". Segundo Roth, Appelfeld é, hoje, um autor "deslocado, deportado, expropriado, desarraigado... que soube se apossar de modo inconfundível do tema do deslocamento, da desorientação. Sua sensibilidade - marcada quase desde o nascimento pelas caminhadas solitárias de um menino burguês por um lugar-nenhum ameaçador - parece ter gerado de modo espontâneo um estilo marcado por precisão, despojamento, progressão atemporal e impulso narrativo coibido, o qual é uma insólita transposição para a prosa da mentalidade deslocada. Tão singular quanto o tema é a voz, que se origina numa consciência ferida, com um tom intermediário entre a amnésia e a memória, e que situa a ficção narrada a meio caminho entre a parábola e a história real."

Appelfeld, filho de uma família judia próspera, de fala alemã, revela-se um kafkiano. "Para minha surpresa, ele (Kafka) me falava não apenas na minha língua materna mas também numa outra língua que eu conhecia de modo íntimo: o idioma do absurdo. Eu sabia sobre o que ele estava falando. Para mim, não era um idioma secreto, eu não precisava de explicações. Eu havia saído dos campos de concentração e das florestas, de um mundo em que o absurdo se concretizava, e nada desse mundo me era estranho. O que me surpreendia era: como podia um homem saber tanto, de modo tão detalhado, a respeito de um mundo que ele não conhecera?"

 

Turnê doce e grudenta retornará aos palcos europeus

Williams Vicente
willvicente@yahoo.com.br

Depois de encerrar a "Sticky & Sweet Tour" no Brasil, em São Paulo, no dia 21 de dezembro passado, aquela turnê que passou pelo Rio de Janeiro também, onde uma entrada vip não saía por menos de R$ 700, onde uma cerveja no estádio também não saía por menos de R$ 5 e onde Madonna conheceu e comeu Jesus, a diva anuncia pela primeira vez em sua carreira a continuação de uma turnê.

Daqui ela levou, além de Jesus, nada mais nada menos do que U$S 22 milhões em cinco shows. No total, a turnê arrecadou em 58 shows pelo mundo U$S 280 milhões e mais de 2 milhões de pessoas pagaram por isso. Nenhuma cantora ou artista solo faturou tanto em uma turnê.

A reestreia começa em Londres, no dia 4 de julho. Os ingressos colocados à venda na sexta-feira passada esgotaram em poucas horas. "Isso é novo pra mim, estou excitada em voltar à estrada porque é a primeira vez que estendo uma turnê. Vou visitar lugares que nunca fui antes", disse Madonna ao anunciar o retorno.

Atrás dela, no ano passado, vem a turnê do disco "Lost Highway", de Bon Jovi, que viajou pelos Estados Unidos e pela Europa, teve uma renda bruta de US$ 210 milhões (R$ 500 milhões). Atrás da banda está a turnê de "Magic", de Springsteen, com uma bilheteria de US$ 204 milhões. A lista das dez maiores turnês de 2008 inclui também o Police (US$ 150 milhões na segunda temporada de shows depois da reunificação dos integrantes); a cantora Celine Dion (US$ 91 milhões); Kenny Chesney (US$ 86 milhões); Neil Diamond (US$ 81 milhões; Spice Girls (US$ 70 milhões); Eagles (US$ 56 milhões) e Rascal Flatts (US$ 55 milhões).

Para toda a indústria de shows, a "Billboard" calcula que o total de dinheiro arrecadado foi de US$ 4 bilhões (R$ 9,6 bilhões) em todo o mundo, o que coloca 2008 como o ano mais rentável para as turnês, com um crescimento de 13% sobre 2007.

Nem aí pra crise, Madonna, no fundo deve querer bater o recorde geral que pertence ao Rolling Stones. A banda inglesa ultrapassou os irlandeses do U2 na disputa pela turnê mais rentável da história em 2006. A época, o U2 detinha o recorde de 377 milhões de dólares graças a turnê "Vertigo".

O grupo liderado por Mick Jagger faturou com a turnê "A Bigger Band" 437 milhões de dólares por 110 shows para uma audiência de mais de 3,5 milhões de fãs. A diferença é que Madonna faz 60 shows numa turnê. Se ela perdesse a preguiça, cobrando U$S 5 milhões por show como tem feito, rapidinho se superaria não apenas no quesito artista solo, mas em turnê mais recheada de dólares de todos os tempos.

Então, prepare o cartão de crédito e siga, por enquanto (ela deve anunciar ainda terras prometidas como Japão e Austrália) este roteiro da "Sticky & Sweet Tour 2009"

Agenda de shows

4 de julho - London, United

Kingdom - The 02 London

7 de julho - Manchester, United

Kingdom - MEN Arena

11 de julho - Werchter, Belgium - Festivalpark -

14 de julho - Milan, Italy -

San Siro -

21 de julho - Barcelona,

Spain - Olympic Stadium

23 de julho - Madrid,

Spain - Vicente Calderon

28 de julho - Hamburg, Germany - Trab-Arena Hamburg Bahrenfeld

30 de julho - Oslo, Norwary -

Vallehovin -

4 de agosto - Tallinn, Estonia - Tallinn Song Festival Ground

6 de agosto - Helsinki, Finland - West Harbour -

9 de agosto - Gothenburg,

Sweden - Ullevi -

11 de agosto - Copenhagen, Denmark - Parken -

13 de agosto - Prague, Czech Republic - Chodov Natural

Amphitheatre

15 de agosto - Warsaw, Poland -

Bemowo Airport

18 de agosto - Munich, Germany - Olympic Stadium

20 Agosto - Ljubljana, Slovenia - Hippodrome

 

DICAS GRAMATICAIS

benjamimlinhares2@hotmail.com

CRASE

A crase ("às") só pode ser empregada antes de numerais cardinais (um, dois, duas, três, quatro, etc.) ou ordinais (primeira, segunda, terceira, terça, etc.) quando estes forem seguidos de palavras femininas.  Não podemos esquecer que devemos sempre acentuar o a em locuções femininas (adverbiais, prepositivas, conjuncionais). Exemplos: à arma branca; à baila (a propósito); à bala; à banda (de parte a parte); à bandoleira; à beça; à beira de; à boca pequena (em segredo); à caça; à cata de; à conta de; à deriva (sem rumo); à direita; à discrição; à disposição; à distância; à doida; às escâncaras; à escuta; à espreita; à esquerda; à exceção de; à falta de; à feição de; à fina força; à foice; à flor de (à superfície de); à fome, à força de; à francesa; à frente; à fresca; à gandaia (sem sentido); à grande (à larga); à guisa de (à maneira de); à imitação de; à larga; à luz (dar à luz); à mão; à mão armada; à maneira de; à margem; à medida que; à mercê de; à míngua (na miséria); à minuta; à moda, à noite; à paisana; à parte; às pressas; à primeira vista; à procura de; à proporção que; à prova de; à queima-roupa; à rédea solta; à revelia; à risca; à saciedade; à semelhança de; à solta; à sujeição; à tarde; à tesoura; à toa; à tona; à traição; à última hora; à unha; à vara; à vela; à vista - à vista de; à volta de; à vontade; às avessas; às boas; às cegas; às claras; às direitas; às  escondidas; às moscas; às ocultas; às ordens; às tontas; às vezes, etc.

Duplo sentido

A ambiguidade é muito comum em textos jornalísticos, mas deve ser evitada. Um caso veiculado por um jornal: "O número de mortos desde o ressurgimento do vírus da Aids fornecido pela OMS..." Não deu para entender: O que foi fornecido pela OMS? O número de mortos ou o vírus? O contexto costuma dar a palavra final em casos assim. Mas é sempre bom evitar, até porque alguns dos sentidos são estranhos e viram motivo de piada.  Outro exemplo: "Casal encontra filho sequestrado via Internet. Pergunta-se: o encontro do filho se deu por meio da Internet. Ou o filho tinha sido sequestrado pela Internet. A segunda interpretação é irreal. O problema disso, num texto jornalístico, é que coloca o humor em primeiro plano e a notícia em segundo. Deveria ser o contrário.

Regência

Vamos relembrar regência utilizando um termo antigo: Brasil e Uruguai jogam hoje pelas eliminatórias para a Copa de 2010. O Brasil vem de um empate com o Peru, o que aumenta a expectativa para o desempenho da seleção. "Se empatar ou perder do Uruguai, o time do técnico Dunga vai ter o pior início de torneio desde o novo formato, inaugurado na edição que assegurava vaga na Copa de 1998. O problema do trecho é de regência. A regra é clara e diz que o assunto diz que verbos de regências diferentes não podem compartilhar o mesmo complemento. Ex:. "Eu gosto e estudo língua portuguesa"- "Gostar" é transitivo indireto (gosto de algo ou alguém) e "estudar", transitivo direto (estudo algo). Como possuem regências distintas, não poderiam compartilhar o trecho "língua portuguesa". Uma possível solução seria: "Eu gosto de língua portuguesa e a estudo - Vale o mesmo raciocínio para o trecho da reportagem sobre a seleção brasileira. Eu empato com alguém (com a preposição "com") e perco de alguém (preposição "de"). Uma forma de reescrita seria: "Se empatar com o Uruguai ou perder dele, o time do técnico Dunga vai ter o pior início de torneio desde o novo formato, inaugurado na edição que assegurava vaga na Copa de 1998".

RAPIDINHAS

- Vamos abordar uma questão que passa despercebida por muita gente: o pronome indefinido nenhum e nem (conjunção) aglutinado a um (numeral, unidade). Nenhum se opõe a algum. Ex. Nenhum vereador compareceu à sessão hoje. E Nem um quer dizer que nem um sequer compareceu à sessão, nem um ao menos.

“À distância”

Há muitas dúvidas sobre o uso do acento grave na expressão "à distância". Mas gramáticos dizem que a locução pode ser escrita com ou sem o acento. O caso em geral vem à tona por causa dos cursos de ensino à distância. A tendência da maioria dos nomes desses cursos é grafar a expressão sem o acento grave. Isso cria nas pessoas a sensação de que somente essa forma é possível. No sentido de ver de longe, de um local mais distante, o uso é facultativo: Ex:. Parte das disciplinas é dada na modalidade de educação a (à) distância. Há uma outra situação, em que a locução vem seguida da preposição "de" (à distância de). Nesse caso, o "de" se associa necessariamente a um complemento. Isso torna a locução especificada, o que pede a crase. Um exemplo do dicionário "Houaiss": O posto de gasolina fica à distância de 100 metros de sua casa. Mas não custa reforçar: se a expressão vier isolada, sem complemento, o uso da crase é facultativo nessa locução.

Nota da coluna - O acento grave é apenas empregado, de acordo com as normas ortográficas vigentes, para indicar a crase da preposição a com a forma feminina do artigo (a, as) e com os pronomes demonstrativos (a, as, aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo).                

Republicado a pedidos

 

Copyright,© 2000-2006 - Editora de Jornais Ltda - Todos os direitos reservados
Site melhor visualizado em 800x600

contador, formmail cgi, recursos de e-mail gratis para web site