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Areia
Branca é um município com grandes potencialidades
na área produtiva
LUCIANO
OLIVEIRA Editoria do Regional regional@omossoroense.com.br
AREIA
BRANCA – No passado, a efervescência
do setor marítimo e a abundância do sal
marinho transformaram Areia Branca num verdadeiro
eldorado. A navegação gerava milhares de
empregos diretos e indiretos, levando a
funcionar na pequena cidade cerca de trinta
sindicatos legalmente constituídos, agregando
as classes salineira, marítima, estiva,
conferentes, cabeceiros e até carroceiros.
Há quem
diga que a construção do Porto-Ilha, uma
obra gigantesca e orgulho da engenharia
moderna, trouxe enormes prejuízos para a
economia do município. A área marítima foi
uma das mais afetadas, com reflexos sintomáticos
na classe sindical que ao longo dos anos
amargou violenta crise e hoje encontra-se
resumida a praticamente zero.
Mas, por
tratar-se de um município com grandes potencialidades,
notadamente na área produtiva, Areia Branca
tem dado provas de resistência. A nova mentalidade
administrativa incutida a partir de 1997
com a quebra de uma hegemonia política que
vinha contabilizando atraso e retrocesso
para a população, injetou ânimo no empresariado
e os novos investimentos trouxeram esperança
de dias melhores para todos.
Em termos
econômicos, o município vai bem. O parque
industrial voltou a crescer, acreditando
no seu potencial e levando os empresários
a criarem perspectivas de geração
de mais empregos. Um exemplo claro desse
processo de resistência é o setor pesqueiro,
um segmento que tem enfrentado crises, mas
que jamais perdeu a condição de gerador
de ocupação e renda.
Nesse aspecto,
vale salientar a bravia trajetória da indústria
de pesca local, um negócio que superou obstáculos
e se firmou como um marco de pioneirismo
no município. A nova Salinas Indústria de
Pesca Ltda. é o retrato fiel da mudança
processada no setor, já que antes a empresa
era voltada exclusivamente para a compra,
beneficiamento e exportação da lagosta,
porém nessa nova fase está apostando na
carcinicultura como alternativa para manter
o seu parque industrial aquecido, mesmo
na época de proibição da pesca da lagosta
(defeso) que dura em média 120 dias.
A Salinas
é, na prática, uma empresa pioneira na comercialização
do camarão produzido na região. Isso é resultado
de investimentos maciços na estruturação
do seu parque industrial, com equipamentos
que atendem as exigências dos organismos
fiscalizadores, que estão sempre atentos
ao padrão de qualidade dos produtos exportados
para os mercados europeu e americano.
Além da
valorizar e estimular a carcinicultura regional,
a Salinas está mostrando que é possível
trabalhar e produzir bem utilizando a mão-de-obra
local. Em franca atividade, a estrutura
da empresa comporta mais de 70 empregos
diretos, gerando renda para centenas de
pessoas que indiretamente se beneficiam
da mesma.
A implantação
de um parque industrial arrojado, como é
o caso da Salinas, coloca o município em
vantagem quando o assunto é beneficiamento
de camarão. Outros frigoríficos de porte
estão sendo instalados no Estado, mas o
pioneirismo de Areia Branca no ramo, significa
um avanço muito grande em termos de produção
e lucratividade.
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