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Funcionários
do INSS aderem a movimento
nacional
Apenas
os funcionários do Instituto
Nacional de Seguridade Social
(INSS) de Mossoró se mobilizaram
à paralisação de advertência
de 48 horas dos servidores públicos
federais. Ontem, centenas de
trabalhadores estiveram se movimentando
em frente à sede do INSS da
capital do Oeste.
A
paralisação está ocorrendo em
todo o país, sendo que no Rio
Grande do Norte as mobilizações
estão ocorrendo em Natal e Mossoró.
Em todo o Estado a adesão foi
total, o que deixou o coordenador
do Sindicato dos Funcionários
da Previdência (SINDPREV), Márcio
Freire, bastante otimista. "Isso
é uma mostra que a categoria
está muito insatisfeita com
o governo", diz.
Apesar
de a mobilização ser um ato
de todos os setores do funcionalismo
federal, apenas os servidores
do INSS de Mossoró decidiram
cruzar os braços. "Isso
está acontecendo porque a nossa
categoria está mais mobilizada
que as outras", completa
Márcio Freire.
Em
Mossoró, mais de cem pessoas
ficaram ontem e ficarão hoje
sem o atendimento, que volta
a ocorrer normalmente a partir
de amanhã.
Essa
paralisação de advertência é
uma forma que os funcionários
federais encontraram para dar
um recado ao governo federal,
que ofereceu um aumento de apenas
0,1%. "Isso foi uma provocação
por parte do governo",
comenta o coordenador do Sindprev.
Ano
passado, os servidores do INSS
realizaram uma paralisação de
44 dias e o acordo entre categoria
e governo federal não foi cumprido
pela segunda parte.
Caso
o governo não realize a reposição
das perdas acumuladas entre
janeiro de 1995 e dezembro de
2004, segundo estimativas do
Departamento Intersindical de
Estatísticas e Estudos Socioeconômicos
(DIEESE), elas chegam a 155,98%.
No entanto, se forem consideradas
as revisões anuais, as perdas
acumuladas neste período correspondem
a 144,79%.
Segundo
o Sindprev, a paralisação também
está atingindo 13 Estados: Paraná,
Santa Catarina, Bahia, Pará,
Goiás, Paraíba, Pernambuco,
Piauí, Rio Grande do Norte,
Rio Grande do Sul, Sergipe,
Alagoas, Ceará.
LEMBRANDO
- Os representantes da categoria
estiveram reunidos com o secretário
de Recursos Humanos do MPOG,
Sérgio Mendonça, no dia 16 de
março, para discutir a pauta
de reivindicação dos servidores
da seguridade social, entre
as quais: a extensão dos 47,11%
aos trabalhadores, o cumprimento
integral do acordo de greve,
reajuste do vale-alimentação,
regulamentação da aposentadoria
especial e os direitos dos servidores
com a criação da Secretaria
de Receita Previdenciária.
No
dia 23 de março, a Coordenação
Nacional das Entidades de Servidores
Federais (CNESF) esteve também
reunida com Sérgio Mendonça.
Desta vez, na Mesa Nacional
de Negociação Permanente (MNNP).
A pauta de reivindicações foi
apresentada e foi estabelecido
o dia 14 de abril a data da
próxima reunião da MNNP. Em
ambas as ocasiões, o governo
federal não sinalizou que vai
atender aos pleitos da categoria.
Após
essa paralisação de advertência,
que termina hoje, se o governo
não sinalizar com uma proposta
que contemple seus anseios,
os trabalhadores voltarão a
se reunir em plenária no dia
24 de abril para discutir a
votação de um indicativo de
greve para a segunda quinzena
de maio.
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