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Terras
já estão em processo de
desapropriação
A
Superintendência do Instituto
Nacional de Colonização e Reforma
Agrária (Incra) considerou desnecessária
a ocupação por agricultores
da via de acesso à Fazenda Arisco.
O objetivo da ocupação seria
pressionar o Incra para agilizar
a desapropriação do local, mas
a assessoria de comunicação
do órgão diz que o processo
já estava sendo providenciado.
Segundo
a assessora Débora Azevedo,
há uma certa rivalidade entre
o Movimento dos Sem Terra (MST)
e o Sindicato dos Trabalhadores
da Lavoura de Mossoró e Região
(STLMR), e foi esse um dos motivos
da ocupação.
A
disputa começou com a desapropriação
das terras da Fazenda São João,
onde foram criados três assentamentos.
No assentamento Cheiro da Terra,
onde estão 190 famílias, 41
são ligadas ao sindicato e as
outras são ligadas ao MST. Segundo
a assessoria do Incra, os dois
movimentos entraram em conflito.
Por
isso, o Incra chamou as 41 famílias
do STLMR para que elas pudessem
ser assentadas em outro local,
no caso, a Fazenda Arisco. 32
delas aceitaram e assinaram
o acordo, e receberam 24kg de
alimentos cada uma. Com esta
decisão acertada na semana passada,
o Incra informou que já está
agilizando o processo de desapropriação
das terras da fazenda.
Segunda
Débora, a área de plantio já
está definida, as terras já
estão sendo preparadas e a bolsa
referente ao custeio do cultivo,
no valor de R$1.000,00, deverá
ser repassado aos agricultores
na próxima semana. As famílias
aderentes ao acordo já poderão
começar o plantio enquanto esperam
a desapropriação.
A
assessora falou ainda que o
Incra está aberto a negociações
com as 9 famílias que não aceitaram
o acordo de imediato. O órgão
está aguardando contato delas
para que assinem o acordo e
conquistem a prioridade nos
assentamentos, juntamente com
as 32 que já aderiram.
DINHEIRO
- Quanto ao valor de R$ 3.400,00
mencionado pelo sindicato como
direito do agricultor, em matéria
publicada ontem neste jornal,
o Incra o reconheceu, mas explicou
como esse dinheiro chega às
famílias.
Segundo
Débora, o valor é a soma de
três benefícios que o governo
libera para os agricultores
do semi-árido, que são o crédito-fomento,
o crédito-alimentação e o custeio.
Mas os dois primeiros só podem
ser liberados quando a desapropriação
for concluída e os assentamentos
forem criados. O custeio é liberado
de imediato para que os agricultores
já possam plantar enquanto esperam
a desapropriação da fazenda.
A
assessora de comunicação falou,
em nome da Superintendência
do Incra, que o presidente do
STLMR, Francisco Elpídio, estaria
fazendo as contas sem saber
o destino de cada parcela do
dinheiro. E disse ainda que,
desta forma, ele estaria estimulando
o conflito existente entre os
movimentos.
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