(REVISADO)

 

VOTO VÁLVULA-DE-ESCAPE,
NÃO VOTO DE PROTESTO...

  

 

 26

 

 


CLÁUDIO MONTEIRO
 
 ATUALIZAÇÕES ÀS QUINTAS
 

DEPUTA, DEPUTADO!

Os episódios de irresponsabilidade com o dinheiro público que  arranharam a Câmara dos Deputados na última semana; a eleição do folclórico deputado Severino Cavalcanti (PP/PE)  --  assumido defensor de salários astronômicos para si e seus pares -- e os 25 anos de fundação da agremiação devem servir de profunda reflexão para a sociedade como um todo e deveriam servir para o Partido dos Trabalhadores em particular. Deveriam servir na medida que a cúpula e o próprio presidente da República (que inspirou a criação do PT) estão completamente distanciados dos ideais, do programa e dos militantes que ainda heróica e bravamente resistem e lutam para que o PT resgate seus compromissos históricos de transformar o Brasil num país socialmente mais justo.

As letras PT estão grafadas em negrito no título do artigo justamente para ressaltar que o partido ao assumir o poder federal se entregou a tal ponto ao fisiologismo, ao troca-troca que permitiu que o quadro político-institucional chegasse ao ponto vergonhoso que chegou. Onde boa parte dos deputados envereda pelo caminho fácil da prostituição, maculando a imagem de outra parte de deputados sérios e honestos. O PT tem culpa no cartório.  

 O PT de hoje está tão desfigurado, ou foi tão desfigurado em pouco mais de 2 anos de Palácio do Planalto, que é apenas uma caricatura do que foi desde sua fundação até pouco antes da eleição de Lula. Mais precisamente quando o PT lançou, aos mercados financeiros, na reta final da campanha, a famosa carta que acalmou o FMI, os banqueiros internacionais e garantiu a eleição de Lula. Digo que o PT está desfigurado de cátedra. Há muitos anos não tenho filiação partidária, desde que entendi que ela poderia prejudicar minha independência como  jornalista profissional, mas antes, ainda jovem, militei e ajudei a fundar o PT no seu berço de origem em São Paulo, vendendo de porta em porta camisetas e estrelinhas para angariar fundos para um partido diferente  que surgia para representar os trabalhadores e aqueles que, como eu, tinham deixado de acreditar que só a luta armada poderia transformar  o Brasil.

 E foi pregando que só a participação política dos cidadãos poderia socializar as riquezas de um Brasil rico com um povo pobre, que o PT  cresceu tanto e conquistou tanto respeito e elegeu tantos representantes em todos os níveis dos legislativos e dos executivos. E como oposição o PT se mostrou imbatível na luta pelo respeito à ética e na representação das classes mais desfavorecidas. Porém, a partir do momento que conquistou o poder foi esfacelando rapidamente o que era justamente seu maior capital e mudou do vinho para água. Uma água turva  e pantanosa  produzida a partir da mistura fisiológica de tantos adversários que desembocou na excrescência da eleição de uma "excelência" chamada Severino Cavalcanti. Que rapidamente -- rei morto, rei posto  -- já foi agraciado pelo Planalto com a nomeação do filho para delegado do Ministério da Agricultura em Pernambuco e deve emplacar um deputado do PP, indicado por ele a dedo, para ministro das Comunicações. Tudo sem vetos e com as bênçãos do PT.    

E se o PT atual  fosse o PT de menos de 3 anos atrás não haveria um candidato dissidente dentro do próprio partido à presidência da Câmara e não haveria a derrota que houve para um retrocesso no processo democrático. E riscos para a democracia não são oriundos apenas dos quartéis, mas também de instituições frágeis e vulneráveis.

Vulnerável como o PT permitiu que se transformasse a Mesa, as comissões internas e a presidência da Câmara dos Deputados. Presidência que além de ser o segundo na linha de sucessão do presidente da República, controla um orçamento de mais de 2,4 bilhões de reais por ano, maior do que 8 estados da federação e de que todos os orçamentos das mais de 5 mil cidades brasileiras. Só superado, pasmem, pelo orçamento das três maiores capitais: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte...

E no momento que o presidente Severino Cavalcanti, acrescentou, na última quarta-feira (16) mais 103 milhões de reais ao já absurdo orçamento da Câmara Federal  --  quando elevou por ato da Mesa Diretora a verba de gabinete dos deputados de 35 mil para 44 mil reais por mês  --  ele não estava apenas se locupletando e compensando os deputados por não ter conseguido realizar sua promessa de campanha de aumentar o também já destoante salário dos deputados de 12,5 para 20,5 mil reais/mês.  Ele, Severino, implementou parte do projeto que tramita na Casa apresentado pelo seu antecessor, deputado petista João Paulo (cotado para ministro e para disputar o governo de SP)  que além  de aumentar a verba de gabinete de 35 para 44 mil reais/mês ainda prevê elevar o número de assessores de cada deputado de 20 para 25. Francamente...

                   Ave PT, Ave PT!!!

   

CLÁUDIO MONTEIRO EMAIL:claudiomonteiro@brasilja.com.br

É jornalista profissional tendo curso de extensão em Economia pela Universidade de Brasília (UnB); editor do site NATAL JÁ! BRASIL JÁ! (www.brasilja.com.br) e comentarista econômico da TV Natal (canal 10 da TV a cabo).

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