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FALSEANDO
A VERDADE
A entrevista
da ex-prefeita Rosalba Ciarlini, concedida
há dois dias, foi considerada um desastre
pelos líderes maiores do PMDB e do PFL.
Chamada a atenção, foi programada uma nova
aparição, na TV Tropical, de propriedade
do senador José Agripino. E o discurso,
orientado, foi totalmente diferente daquele
do dia anterior. Foi mostrada uma Rosalba
mais light e, portanto, menos agressiva.
Essa imagem será a dominante, daqui para
a frente.
Entretanto,
a irritação demonstrada pela prefeita, em
sua fala da véspera, está diretamente ligada
à mudança do discurso. É melhor assumir
as posições anteriores e encontrar uma outra
explicação para justificar seus atos. Está
em todos os jornais da época a declaração
de Rosalba, prefeita, afirmando que, em
oito meses, a governadora Wilma de Faria
fez mais por Mossoró que o ex-governador
Garibaldi Filho em oito anos de governo.
Tentar
modificar o que foi dito é arriscado. Muitos
estão com os jornais guardados. Mais ainda
foram os que a ouviram. Rosalba tentou falsear
a verdade, dizendo que a declaração tinha
sido diferente. E foi aí que se enrolou
toda. Sustentou que afirmara esperar que
em oito meses de governo Wilma fizesse mais
do que Garibaldi. Esse é apenas um dos exemplos
criticados pelos estrategistas que formulam
a coligação do PMDB com o PFL.
Rosalba
também se engana quando diz que o nosso
grupo político não vive sem governo. Ela
e Carlos Augusto é que romperam com Vingt
e Dix-huit e passaram a apoiar os governadores
Tarcício Maia, Lavoisier Maia, José Agripino
Maia. Vencemos com Geraldo Melo e perdemos
novamente para José Agripino. Voltamos a
vencer com a eleição de Garibaldi Filho.
Com Geraldo e Garibaldi, conquistamos o
governo pelo voto, em eleições tidas como
impossíveis.
Nossa saída
do PMDB não tem mistérios. Ela começou a
ser viabilizada com as declarações de Garibaldi
e Aluízio de que o partido fará coligação
com o PFL, no primeiro ou no segundo turno.
E, mais ainda, que o PMDB poderá não ter
candidato e apoiar o PFL para eleger José
Agripino governador do Estado. Tenho certeza
que a coerência está do nosso lado. Não
há necessidade de distorcer os fatos nem
procurar explicações que somente vão de
encontro a verdades anteriores. Não faz
o nosso estilo.
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