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Lula
defende viagens e diz que política se
faz no "tête-à-tête"
Crítico
do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso
por suas viagens internacionais, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva defendeu em Abuja
(capital da Nigéria) suas constantes idas
ao exterior dizendo que política "é
olho no olho" e se faz no "tête-à-tête".
Só neste ano Lula já viajou para Venezuela,
Uruguai, Guiana e agora para a África.
O presidente
também disse que em 2006, ano em que deve
buscar a reeleição, vai se dedicar a viagens
apenas pelo Brasil. A respeito de mais um
mandato na Presidência, ele se limitou a
dizer: "O povo é quem decide".
Em entrevista
na sede do governo nigeriano, Lula saiu
em defesa de suas viagens internacionais
ao ser questionado se agora tinha uma outra
visão sobre o tema. Na campanha eleitoral
de 1998, quando FHC foi reeleito, Lula declarou
sobre o tucano: "Modernidade para ele
(FHC) é sinônimo de carros importados e
viagens ao exterior".
Ao tratar
de sua política de viagens, disse: "Porque
política não se faz via fax, não se faz
via telefone, não se faz via internet. Política
é olho no olho. Como se diz no Brasil, é
no tête-à-tête".
E justificou
sua atual concepção admitindo que incentiva
seus ministros a fazer o mesmo. "A
impressão que o Brasil tem hoje obriga não
apenas o presidente a viajar, mas obriga,
sobretudo, seus ministros."
Segundo
Lula, seus ministros são incentivados a
viajar ao exterior o "máximo que puderem".
"Não podemos ficar esperando que as
pessoas apareçam no Brasil para comprar",
disse.
Em visita
de cinco dias à África (já passou por Camarões
e Nigéria, e agora prossegue por Gana, Guiné-Bissau
e Senegal), o petista disse que, no ano
que vem, irá se dedicar a viagens pelo país.
Em 2005,
Lula promete passar por pelo menos outras
seis nações - Japão e Coréia do Sul (no
mês que vem), Escócia e França (em julho),
Rússia e Itália (sem data definida). "E,
depois, eu pretendo me limitar a viajar
pelo Brasil."
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