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Todos os dias são das mães

Todos os domingos são das mães. Aliás, todos os dias da vida são das mães. Todo mundo sabe disso. Os filhos, os netos, os avôs, as mães... Mas alguns pensam que muitos não sabem. São os vendedores, os fabricantes, os que se aproveitam das datas marcantes para faturar mais. Para ficar mais rico.

E, se você não tem dinheiro para dar um bom e bonito presente para a sua mãe, não se preocupe. Passe numa praça, colha uma flor e dê a ela. E, fique certo que ela irá adorar, porque o melhor presente que ela já ganhou foi você mesmo, quando nasceu.

As mães são simples. Elas exercitam um bem tão grande aos flhos, na sua maioria, que a sofisticação de comemorações até as aborrecem. Algumas, num dia como hoje, até gostariam de receber de presente uma visita demorada do filho apressado, rico, que não tem mais tempo para conversar, sentar numa roda na calçada, tomar um café...

Outras, sozinhas pelas intempéries da vida, muitas vezes esquecidas em alguma instituição, sonham com a visita de alguém, de um filho, quem sabe um neto ou até de um parente distante. Mas, todos os dias também são delas, das esquecidas, porque  suas memórias estão sempre ligadas nos seus filhos ou nas suas próprias mães. Estão carentes de uma visita, de um carinho, mas têm as longínquas lembranças de momentos felizes. Tão recorentes que parece ontem.

As jovens mães com seus largos sorrisos irão povoar os restaurantes hoje. Famílias inteiras estarão reunidas para brindar o Dia das Mães. Haverá discursos, abraços, poesias, entrega de presentes, brincadeiras. Outras famílias estarão reunidas em casa, granjas, clubes, etc. A comemoração é geral e no pensamento de cada uma, a certeza da maternidade, do milagre da concepção, de carregar durante nove meses uma vida que vai brotando.  

Uma mulher disse uma vez: “Nenhum homem pode aquilatar o amor que a mãe tem por um filho. Por um ser que brota de suas entranhas, do seu amor. Um ser que carregamos conosco durante  meses, que se desenvolve conosco. Que tem um coração que bate no compasso do nosso, que reclama, que chuta, que se move. Ser do nosso ser.”  

 

 

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