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CANDIDATURA
QUESTIONADA
Estive com alguns amigos
mais ligados ao ex-senador e ex-governador Geraldo Melo.
Eles não escondem a decepção e a revolta em relação
à ex-prefeita Rosalba Ciarlini. Consideraram um desaforo
sua presença na residência do presidente regional do
PSDB por ocasião de jantar oferecido ao ex-governador
de São Paulo, Geraldo Alckmin, candidato do partido
a presidente da República. Preferem ficar calados evitando
que seus sentimentos possam ser interpretados como sendo
do próprio Geraldo e eles não estão autorizados a proferir
qualquer comentário.
No dia seguinte
à conversa, o Diário de Natal publicou uma extensa entrevista
com Geraldo Melo. De maneira inteligente e elegante,
mostrou o que está se passando com seus correligionários,
mas sem baixar a cabeça. Sua posição foi entendida e
de imediato o PMDB procurou corrigir o mal-entendido.
Agora, sem Aluízio Alves, as respostas, ou as posições
assumidas, terão que ser assumidas pelo senador Garibaldi
Alves ou pelo deputado Henrique Alves. No PFL mossoroense
ninguém arreda o pé. O problema com Geraldo Melo é com
Garibaldi. Rosalba quer disputar o cargo de senador
e não abre mão dessa reivindicação. Acredita que já
conseguiu afastar o deputado Ney Lopes de Sousa do mesmo
partido e não tem compromissos com o PSDB.
Sempre é conveniente
lembrar que tudo ainda passará pela definição do quadro
nacional. As projeções estão mudando com a mesma velocidade
das nuvens e é grande a incerteza dominante. Os cardeais
do PMDB estão entre uma aliança regional, em São Paulo
em troca dos cargos de vice-governador e senador, e
a oferta irrecusável do presidente Lula. O PT tenta
atrair o PMDB nacional oferecendo-lhe o mesmo em São
Paulo e mais a indicação do nome do candidato a vice-presidente,
que seria o próprio Michel Temer. São jogadas audaciosas
e tentadoras que estão preocupando os candidatos do
PMDB aos governos estaduais.
E a candidatura do
deputado Henrique Alves ao governo do Estado, substituindo
o senador Garibaldi Alves? Não acredito que seja viabilizada.
No futuro, caso o PMDB saia coligado com o PT, as coisas
mudam substancialmente, pois a única aliança possível
no Rio Grande do Norte seria com o PSB da governadora
Wilma de Faria, ou com o PP, de Nélio Dias, já que as
outras siglas não possuem candidatos a deputado federal.
Isso poderia levar à candidatura de Henrique a governador.
A oposição, entretanto, sabe que só existe um nome em
condições de disputar com a atual governadora, que é
o de Garibaldi. Por isso, seu nome não será substituído,
devendo permanecer no pódio até a decisão final que
será dada pelo eleitor através do voto.
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