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TROCA Fátima
Feitosa Pedagoga (Mossoró/RN)
Sabendo do que aconteceria Preferido
não ter acontecido Beijo dado, trocado... Sentimento
incontido.
Loucura, doce loucura Desejo,
vontade, querer Nas voltas do mundo Tudo possa
novamente acontecer
Será acaso do destino Será
doce ilusão Será vida não vivida Que agora está
em ebulição.
Como saber então... Só
com um outro acontecer Até quando essa espera Atormentando
o viver
Viver almejando ser Um
intenso reviver Mas para se realizar Necessita
de um outro ser
Será um ser feliz Ou
um ser atormentado Desejoso de momentos Que talvez
foram roubados.
O OLHO DE LORD BYRON Cid
Augusto jornalista Samara Couto advogada (Mossoró/RN)
O sertão bruto não
pede licença ao mar, chega em carne viva lambendo
as coxas virgens da areia branca que o vento zeloso tenta
esconder na arquitetura das tardes agitadas.
O sertão rude, de
jurema preta e xiquexique, penetra o mar que
se lança do olho esquerdo do Lord Byron e goza
poemas azuis no rosto rosado das dunas.
O TRÂNSITO DA MINHA
CIDADE Lucianne Pedrosa Costa Aluna do 5º
ano da Escola Estadual Disneylândia, 9 anos
No trânsito da minha
cidade Tem carros, motos e bicicletas. Os motoristas
correm tanto - Pensam que são atletas.
A bebida é o principal
motivo Para eles correrem assim, Se não tiverem
cuidado Suas vidas chegam ao fim.
E agora para terminar
Eu só quero dizer Se chega a qualquer lugar
Sem precisar correr.
ANDORINHA Andorinha
lá fora está dizendo: - "Passei o dia à toa,
à toa!"
Andorinha, andorinha,
minha cantiga é mais triste! Passei a vida à toa,
à toa...
GRILO MORTO Jotta
Paiva Radialista (Apodi/RN) jottapaiva@hotmail.com
De manhã cedo quando
o sol saiu Os verdureiros já gritavam na rua seu
refrão De lá do alpendre o menino olhava sorrateiro
O passar firme das jovens beatas Passo à passo
nos batentes do patamar
Aqui - acolá, um zoar
de carruagens. Pneus rasgando o chão E a poeira
seca e fina fez o mercador de burundangas Cheio de
coisas imprestáveis. Mixórdia Pestanejar seqüencialmente No
recanto da parede O cão sonolento Espera um latido E
as formigas rodeiam o grilo morto O cheiro do café
desperta os sonhadores E os bêbados jogados nas calçadas
sujas E na janela do sótão A rapariga sonolenta Prepara-se
para sonhar dormindo.
MÃE Ângela
Gurgel Graduada em Ciências Sociais
e graduanda em Filosofia pela Uern
Joanas, Antonias, Josefas,
Aparecidas, Mulheres que se dedicaram um dia A
seguir o exemplo de Maria, e conseguem, mesmo quando
são esquecidas.
Mãe é mais que mulher,
companheira, Amiga ou confidente, Mesmo leiga
sabe tudo da gente E não precisa falar para dizer
o que sente.
Mãe é um pouco de tudo, Afaga
quando precisa, mas também Sabe a hora de castigar, E
faz isso como ninguém!
Não conheço o manual
das mães, Mas deve existir um em algum lugar Pois
todas são parecidas, No agir, no pensar, no amar...
As mães têm algo de
sagrado Uma sabedoria que não vem da escola Uma
sensatez que não depende da idade; Mãe parece sinônimo
de maturidade.
Mãe é o pedaço do céu
que Deus nos deu É a maior obra que a natureza criou É
virtude, carinho, paciência e amor É o pedaço bom
de cada um de nós.
Não importa seu nome,
seu rosto, ou idade Sua cor, ideologia ou religião Toda
mãe é paz, coragem e serenidade, Menina, homem ou
mulher, mãe é nossa salvação.
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