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Na
manhã do dia 21 de outubro de 2004, o ex-despachante
Wesley Thompson de Oliveira Santos saía
de uma sala na Central do Cidadão e caminhava
em direção ao seu carro, acompanhado
da namorada Mirela Soares de Lima, quando foi surpreendido
por uma pessoa que mencionou as seguintes palavras:
"Você se lembra de mim", e em seguida passou
a efetuar uma série de disparos, quatro deles contra
a cabeça da vítima. Em seguida o assassino fugiu em
um Gol cinza que estava estacionado nas proximidades
da Central do Cidadão.
A morte de Wesley Thompson foi caracterizada
pelos delegados Denis Carvalho da Ponte, Júlio Antônio
da Rocha e Rubério Pinto Vieira, que investigaram o
caso, como sendo vingança e indiciaram o cabo PM Wallace
Tavares dos Santos e o soldado Cláudio Carvalho da Silva.
O primeiro, responsabilizado por efetuar os disparos,
e o segundo porque deu cobertura à fuga do acusado.
Wallace teria sido reconhecido pela namorada da vítima,
mesmo ele estando usando um boné para cobrir o rosto.
O inquérito instaurado para apurar
o caso contém 171 páginas e se encontra na Justiça e
os policiais se estão recolhidos no 2° Batalhão de Polícia
Militar, em Mossoró. Na época do crime, em entrevista
à imprensa, o cabo Wallace Tavares dos Santos, 41 anos,
negou com veemência que tanto ele quanto o soldado Cláudio
da Silva tivessem qualquer relacionamento com o caso.
Ele destacou que no dia em que aconteceu o caso ele
não se encontrava em Mossoró. "Eu estava de folga,
pois havia trabalhado nas últimas eleições e o comandante
concedeu dez dias de licença. Só porque disseram que
o assassino era uma pessoa gorda não é necessário ser
eu. Mirela, a noiva dele, não chegou a me reconhecer,
apenas me achou parecido com o assassino", disse.
O cabo Walace era acusado de ter participado
da morte do patrulheiro aposentado da Polícia Rodoviária
Federal (PRF), Pedro Lúcio dos Santos, ocorrida em fevereiro
de 2002. Pedro Lúcio era pai do despachante Wesley Thompson,
acusado de ter encomendado a morte do pai do cabo, o
policial aposentado Luiz Tavares dos Santos. Ele foi
assassinado na porta de sua casa, no bairro Redenção.
Morte de patrulheiro aposentado
Pedro Lúcio gerou uma seqüência de crimes em Mossoró
Na noite do dia 26 de fevereiro de
2002, dois homens tomaram de assalto um Pálio de uma
pessoa no estacionamento do Hotel Thermas, em Mossoró.
O Grupo Tático de Combate (GTC) efetuou diligências
e saiu em perseguição aos desconhecidos pela BR-405.
Na comunidade de Pedra Branca entraram por uma estrada
carroçável encontrando o ex-patrulheiro Pedro Lúcio
de Oliveira Santos, que retornava de uma fazenda para
sua residência no conjunto Walfredo Gurgel, em Mossoró.
A partir daí várias mortes ocorreram na cidade, todas
de uma certa forma interligadas com o caso.
*O cabo Francisco Aisamaque, que à
época da morte de Pedro Lúcio integrava o GTC, foi assassinado
em frente ao colégio Eliseu Viana, com um tiro na cabeça.
*O policial Worton Tavares foi morto
quando se encontrava no conjunto Redenção ao tentar
intervir em uma confusão. Morte considerada pela família
como encomendada.
* O aposentado Luiz Tavares dos Santos,
pai de Wallace e Worton, saía de sua casa, por volta
das seis horas da manhã, quando foi surpreendido com
vários tiros.
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