EDITORIAS

:: Cotidiano

:: Economia

:: Esporte

:: Polícia

:: Política

:: Regional

:: Universo

OPINIÃO

:: Editorial

:: Notas da Redação

:: Laíre Rosado

:: Emery Costa

:: Pedro Carlos

:: Cid Augusto

:: Giro pelo Estado

:: Sérgio Oliveira

:: De Olho na Mídia

SOCIAIS

:: Paulo Pinto

:: Carol Fernandes

:: Clickvip

SOCIAL-CIDADES

:: A notícia é

:: Alexandria

:: Almino Afonso

:: Apodi

:: Areia Branca

:: Caraúbas

:: Macau

:: Patu

:: Pau dos Ferros

:: São Miguel

:: Umarizal

O JORNAL

:: Assinatura

:: Expediente

:: Histórico

:: Painel do Leitor

 

 

O deputado José Dias (PMDB) conversa sobre o futuro

 

Bruno Barreto
Da Redação

O entrevistado deste domingo é o deputado estadual José Dias (PMDB). Ele fala sobre o futuro do PMDB nas eleições deste ano, sobre o novo sucessor de Garibaldi e a possibilidade de uma aliança antes inimaginável com o PFL do antes arqui-rival senador José Agripino. Ele também fala sobre a inviabilidade política de uma CPI do ‘Foliaduto’ e defendeu com veemência a candidatura de Geraldo Melo ao Senado.

O Mossoroense - Como o senhor tem avaliado o seu mandato na atual legislatura?

José Dias - Olha, eu acho que quem deve avaliar o nosso mandato é o eleitor. Eu apenas tenho procurado cumprir dentro das minhas possibilidades a missão que eu recebi. Fui à praça pública com a mensagem que renovo e repito porque eu vou pedir o voto ao povo do Rio Grande do Norte com uma mensagem de coerência. Nunca mudei nem de oposição para governo. Tenho uma linha de coerência, procuro no desempenho do meu mandato, dentro daquilo do que é possível, estudar todas as matérias que são apresentadas. Quando sou solicitado dou sugestões, debato, discuto e tenho uma presença em plenário que graças a Deus e à TV da Assembléia tem sido vista pelo público. Hoje é muito mais fácil a população fazer uma avaliação dos deputados porque faz ao vivo com o deputado no plenário. Nós ainda temos uma certa dificuldade para mostrar o trabalho das comissões, mas o plenário hoje tem o privilégio de ser coberto por uma televisão que ainda não vai à maioria das casas porque é uma televisão fechada ainda. Com a perspectiva de uma televisão aberta, nós ampliaremos bastante a capacidade do eleitor de fiscalizar o desempenho de um mandato que é do eleitor. Nós não podemos deixar a consciência de que nós somos procuradores e temos que honrar o mandato daquele que nos outorgou a procuração. Em matéria de averiguação, de julgamento de mandato, eu hoje tenho a satisfação de dizer que o povo está tendo a oportunidade de fazer. Não cabe ao deputado nem fazer uma autocrítica, nem uma auto-avaliação e nem sequer essa autopropaganda que não convence a ninguém. A oportunidade é dada ao povo de julgar e espero que julgue corretamente.

OM - Muito tem se falado que Geraldo Melo não teria o apoio de Garibaldi na sua tentativa de retornar ao Senado. Qual o seu posicionamento diante disso?

JD - Olha, a pergunta como é feita implica num risco para mim de as pessoas entenderem que estou dando a resposta em nome de Garibaldi, o que não é verdade. Não tenho autorização de Garibaldi para falar por ele, agora o que eu digo é que nós do PMDB temos uma tradição de honrar a palavra empenhada, uma tradição de correção e lealdade. Geraldo é um nome que foi indiscutivelmente colocado logo após as eleições de 2002, na qual ele não se reelegeu como o nosso candidato a senador em 2006 e claro que política tem dinâmica e momento e acima de tudo tem realismo, não se pode impor candidato porque candidato imposto é apenas candidato. Eu acho que Geraldo tem todas as condições de ser o nosso candidato e de ser eleito. No jogo das preferências ele é o meu preferido, defendo o nome dele não porque se tenha levantado ou cogitado que ele seria o candidato desde 2002. Faço isso porque o considero um bom candidato que tem condições de se eleger e acho que o Rio Grande do Norte ganharia com o nome dele no Senado.

OM - O senhor como uma das lideranças do PMDB tem acompanhado as negociações com o PFL. Em que pé elas estão atualmente?

JD - Essa é outra pergunta que é extremamente difícil e ao mesmo tempo fácil de responder. Fácil se eu trouxer a resposta para o campo de minha observação pessoal, falo isso para que as pessoas entendam que não falo em nome de partido nem de grupo. O que acontece é o seguinte, é que se nós considerarmos as lideranças dos dois partidos os partidos são a oposição real no Rio Grande do Norte, uma posição que une as duas legendas. É claro que quando você vai tratar de um pleito se fala na composição de chapa, na hora de compor uma chapa, mesmo dentro de um partido você tem interesses a respeitar, choques a administrar, aspirações a contemplar, enfim o que é essencial na política que é conversar para encontrar a melhor forma de convivência. Nesse caso você tem dois estágios: o atual é que no momento é patente que os dois partidos estão na oposição, o PMDB totalmente, eu não posso falar pelo PFL nem dizer que o PFL está totalmente na oposição, mas os seus líderes estão. A composição da chapa é a outra etapa que passa pela possível, e eu torço que ocorra, indicação de José Agripino para vice-presidente da República, passa ainda pela candidatura própria ou não do PMDB à Presidência da República, fatos que estão fora do RN que podem determinar o rumo a seguir. Depois disso temos que ver como iremos compor essa chapa que dependerá da capacidade das lideranças e dos políticos de se despirem de interesses pessoais e vaidades para trabalhar em benefício do povo.

OM - O senhor é a favor de uma candidatura própria do PMDB à Presidência da República?

JD - Não, não e não. Porque não temos nenhum nome hoje que possa despontar como favorito, ou melhor, como candidato que possa ganhar as eleições. Um partido político tem que ter um projeto nacional efetivo para lançar candidato a presidente, se não tem pelo sistema político nós temos que valorizar as bases partidárias, no caso as intermediárias que são os Estados porque as bases municipais não participam dessas eleições.  Eu acho muito melhor fazer um número maior de governadores, senadores, deputados estaduais e federais do que colocar candidato à Presidência da República que não vai se eleger.

OM - No caso do ‘Foliaduto’, o senhor acha necessária a instalação de uma CPI?

JD - Justo seria. É difícil a sua viabilidade. Justo seria mesmo tendo a consciência de que o Ministério Público está fazendo um excelente trabalho e vai apontar os responsáveis, mas só daria certo se tivéssemos condições políticas porque você há de convir que o governo tem uma maioria de dois terços feita sabe se lá como, mas tem. Aí não temos condições políticas para uma CPI porque eu acho que ela seria contraproducente.

OM - Uma CPI em ano eleitoral não se tornaria um palanque?

JD - CPI, infelizmente, sempre foi palanque independente de ser ano eleitoral ou não. Tenho uma posição desde que assumi o meu primeiro mandato, há quase 20 anos, de que a CPI é um dos maiores instrumentos de controle que temos do Executivo, de influência na vida nacional, visto que ela não serve apenas para apontar desvios do Poder Executivo, mas para apontar soluções, essa é a sua função mais nobre até porque CPI não pune ninguém. Tem que apontar os fatos e levantar os nomes a serem indiciados. A CPI também tem um papel político que precisa ser muito bem avaliado, temos que reconhecer que a CPI que levou a cassação de Collor foi um momento importante de nossa democracia.

OM - Para encerrar esta entrevista, não poderíamos deixar de lhe perguntar sobre o futuro político do grupo da família Alves após a morte de Aluízio. Quem assumirá a função de líder a partir de agora?

JD - Hoje o líder, vamos dizer assim, do PMDB é o senador Garibaldi Alves Filho. Ele é o líder indiscutível, é o nosso candidato a governador. Eu acho que Aluízio gostaria e esse até é um sonho verdadeiro dele que essa liderança não fosse identificada como a de um líder de família, isso Aluízio foi internamente. O que Garibaldi é hoje é líder de uma facção política forte, essa liderança familiar tinha porque havia ascendência dele perante os outros e isso não se discute, o que se discute é liderança política e essa cabe a Garibaldi.  

 

 

Copyright,© 2000-2006 - Editora de Jornais Ltda - Todos os direitos reservados
Site melhor visualizado em 800x600

contador, formmail cgi, recursos de e-mail gratis para web site