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A Polícia Federal prendeu 12 pessoas
acusadas de envolvimento em fraudes em licitações para
obras públicas de prefeituras da Paraíba, no âmbito
da "Operação Carta Marcada". Além dos mandados
de prisão, a polícia cumpriu ainda outros 32 mandados
de busca no Rio de Janeiro e Paraíba. A PF estima desvio
de recursos públicos da ordem de R$ 10 milhões, mas
a Receita Federal --que colaborou com a investigação-
estima uma cifra da ordem de R$ 30 milhões.
Os detidos pela PF são pessoas ligadas
às empresas de fachadas utilizadas pela quadrilha para
fraudar as concorrências públicas. Por enquanto, a polícia
não levantou elementos que comprovem a ligação de funcionários
públicos ou políticos no esquema. Ficou comprovado,
no entanto, que um total de 54 prefeituras da Paraíba
fizeram pagamentos às empresas ligadas à quadrilha,
que atuava desde 2001.
Segundo a PF da Paraíba, o grupo simulava
concorrência nas licitações públicas por meio da criação
de empresas de fachada, em nome de "laranjas".
As concorrências envolviam obras públicas de calçamento
e asfaltamento de ruas.
As investigações duraram 3 anos e
contaram com a participação da Receita Federal, Receita
Previdenciária e Ministério Público Federal. Os suspeitos
são acusados dos crimes de formação de quadrilha, fraudes
em procedimentos licitatórios, sonegação fiscal, crimes
contra a ordem tributária lavagem de dinheiro, corrupção
ativa/passiva, crimes contra o sistema financeiro nacional
e falsidade ideológica.
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