|
MÁRCIO COSTA Editor do
Regional
LUÍS GOMES - Uma ação conjunta idealizada
pela sociedade luisgomense busca a revitalização do
patrimônio ecológico do município.
A iniciativa que ganhou forma de um
grande mutirão teve seu primeiro passo direcionado ao
'açude do governo' que sofre com a degradação inconseqüente
do homem.
Construído há cerca de 80 anos o açude
figurou como o principal reservatório d'água da cidade
até os anos 80, e está sendo alvo de maus-tratos gerados
pelo lixo deixado por visitantes e esgotos de residências
situadas nas proximidades do açude.
O reservatório foi alvo da investida
do mutirão que busca manter a beleza e o encanto do
reservatório, que tem gerado influência em várias gerações.
A idéia partiu da coordenadora do
Grupo de Idosos, Maria Gerusa da Silva, que em recente
visita ao local juntamente com um grupo de crianças,
constatou que o açude está sendo poluído.
Sensibilizada com a situação, ela
não mediu esforços e em curto prazo organizou o mutirão
denominado 'ação, saúde e cidadania', que no último
sábado fez uma ampla limpeza em torno do reservatório.
Utilizado pelos luisgomenses para
a lavagem de roupas, abastecimento de residências e
entretenimento, o açude não manteve sua atuação limitada
às funcionalidades rotineiras.
Com uma elevada herança sentimental
o reservatório deixou lembranças na memória de jovens
e adultos de várias gerações a partir principalmente
dos saudosos banhos no sangradouro e o transporte de
barril d'água (ancoreta) em jumentos, período em que
a movimentação no local se mantinha em nível de grande
intensidade.
Com o passar dos anos o açude do governo
passou a se chamar Açude Velho, denominação favorecida
pela construção do Açude Dona Lulu Pinto, ocorrida no
ano de 1981.
Cachoeira do Relo e outras áreas
devem receber atenção do grupo
Após o primeiro passo a idealizadora
do mutirão prepara novas atividades na busca do fortalecimento
do projeto de revitalização ecológica de Luís Gomes.
Como forma de impulsionar o movimento,
Maria Geruza afirma que deve mobilizar a sociedade local
para estender os trabalhos a outras áreas do município,
incluindo a Cachoeira do Relo, que também vem sofrendo
agressões por parte dos visitantes.
"Pretendemos seguir em frente
com o Projeto Beija-Flor, fazendo esse tipo de limpeza
em lagoas, rios e açudes do nosso município", destaca
Maria Gerusa.
Avaliando a primeira ação, a coordenadora
do projeto afirma ter identificado fragilidade no processo
de integração da sociedade com este tipo de iniciativa,
fato que deve ser minimizado com o decorrer das próximas
investidas do grupo.
"A primeira ação a favor da natureza
deu pra se perceber que a população ainda não tem o
hábito de ser voluntário e atuar neste tipo de causa.
Mesmo tendo sido amplamente divulgado, sentimos a ausência
da população. Mas acreditamos que isso seja só no início",
acrescentou Gerusa.
Na primeira investida o projeto contou
com o apoio do prefeito Pio X Fernandes e da primeira-dama
Maria Elce Fernandes, Grupo de Jovens Rotaract Clube
e Grupo de Idosos, Associação Rivadalva e voluntários
da cidade.
|