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Cidade
Junina aumenta demanda e
diminui doações
O
mês de junho não está nada bom
para o Hemocentro de Mossoró.
Há uma grande carência de doações
e aumento da demanda durante
esta época do ano, o que causa
muitos transtornos no fornecimento
de sangue da instituição que
atende a Mossoró e região.
Segundo
a assistente social do Hemocentro,
Eciran Targino, o número de
doações diminui consideravelmente
durante o Mossoró Cidade Junina.
"Este mês, os doadores
vão constantemente a festas,
bebem e não dormem direito",
conta Eciran, explicando que
a abstinência alcoólica e o
bom sono são requisitos indispensáveis
para quem quer doar sangue.
Em
2004, o Hemocentro recebeu 572
doações em maio e apenas 354
em junho, o que representa uma
queda de 38,11%. Este ano, maio
fechou com 507 doações e o mês
de junho contabilizava 216 doações
até ontem, número já considerado
baixo para o grande aumento
na demanda.
Eciran
Targino enfatiza que esta estatística
inclui as doações indeferidas,
que são aquelas em que há algum
problema com o sangue que o
impossibilita de ser estocado.
"Numa cidade com quase
300 mil habitantes, a gente
deveria ter pelo menos mil bolsas
por mês", comenta Eciran.
Segundo
ela, o grande número de acidentes
ocorridos em Mossoró no último
fim de semana gerou uma carência
de 40 bolsas de sangue só no
Hospital Regional Tarcísio Maia,
o maior consumidor de sangue
da cidade, onde 9 destas bolsas
foram destinadas a apenas um
paciente.
Outro
grande problema enfrentado pelo
Hemocentro é a falta de repositores
do sangue consumido. "Se
cada pessoas que recebesse sangue
tivesse o compromisso de repor
futuramente o que usou, nós
não teríamos problemas de estoque",
observa Eciran. Ela explica
ainda que a reposição não precisa
necessariamente ser feita pelo
receptor do sangue, mas pode
ser feita pela família dele.
APELO
- A assistente social do Hemocentro
solicita à comunidade mossoroense
em geral que procure a instituição
para doar sangue. O Hemocentro
funciona durante toda a semana,
e nas quartas e quintas-feiras
sua unidade itinerante se instala
em frente à loja Riachuelo,
na rua Coronel Gurgel.
Medo
e falta de informação afasta
doadores
Segundo
a assistente social do Hemocentro,
Eciran Targino, a falta de informação
e o medo são os principais motivos
que levam as pessoas a não se
interessarem pela doação de
sangue.
"Muita
gente não conhece, pensa que
é uma coisa fora do comum",
comenta. Ela informa que, diferentemente
do que muitas pessoas pensam,
a coleta retira apenas 10% do
sangue do doador, o equivalente
a 420 ml. Por isso, não há motivos
para se ter algum receio em
doar sangue.
Eciran
nega também o mito de que depois
da primeira doação, o doador
não pode mais parar de doar.
"A obrigação é questão
de humanidade, de solidariedade.
Ninguém assina nenhum documento
que obrigue a doação de sangue",
esclarece.
Segundo
Eciran, quem já teve um familiar
ou conhecido que necessitou
de sangue tem idéia da importância
da doação e deve mobilizar seus
amigos e parentes para o aumento
do número de doações.
Ela
acredita que a divulgação é
elemento indispensável para
que se consiga bons resultados.
Por isso, o Hemocentro está
em constante campanha de conscientização,
visitando empresas e hospitais,
proferindo palestras e esclarecendo
a população sobre o que é e
o quanto é importante doar sangue.
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