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Secom percorre
empresas para anunciar empréstimos
O Sindicato
dos Trabalhadores no Comércio de Mossoró
(SECOM) está realizando trabalho de conscientização
junto ao empresariado mossoroense visando
incentivá-lo a se cadastrar no programa
de empréstimo em folha do governo federal.
A presidente
do Secom, Raimunda Soares, tem feito visitas
a empresas para lembrar desse direito que
os trabalhadores possuem. "Estamos
lembrando sempre a eles que o benefício
existe e que só depende deles para que os
comerciários possam obter os empréstimos",
afirma.
Para que
seus funcionários tenham direito ao empréstimo
é preciso que o empresário se dirija a uma
agência da Caixa Econômica Federal e procure
o setor empresarial para se cadastrar
Os empréstimos
oferecem juros abaixo do de mercado para
os comerciários ligados ao Secom. "Os
sindicatos filiados à CUT (Central Única
dos Trabalhadores) têm direito a oferecer
esses benefícios, mas para obter os recursos
com juros menores é preciso que o funcionário
seja sócio da entidade representativa",
explica Raimunda Soares.
Os juros
são de 1,75% para os empréstimos divididos
em até 6 parcelas e 2,60% para os divididos
em até 36 meses, para os não- sindicalizados
o desconto é maior. "O objetivo é ajudar
os nossos trabalhadores a se livrarem das
dívidas e até quem sabe comprarem uma casa",
comenta.
FISCALIZAÇÃO
- O balanço da fiscalização realizada no
último sábado foi considerado positivo.
Todas as lojas cumpriram os horários, ao
contrário do fim de semana anterior quando
8 estabelecimentos descumpriram os horários.
"Foi normal, tranqüilo, todas eles
respeitaram o acordo, mas a fiscalização
continua até o final de junho e quem não
respeitar as 44 horas semanais sofrerá com
as providências", avisa Raimunda.
A presidente
do Secom questionou as declarações dadas
pelo presidente do Sindicato do Comércio
Varejista (SINDIVAREJO), Valdemar Anunciato,
de que o Secom não tinha autoridade para
influenciar nos horários. "Ele está
incentivando o empresariado a descumprir
a jornada de trabalho, nós vamos continuar
fiscalizando quem não paga hora extra",
diz.
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