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A
fragilidade dos partidos políticos brasileiros
No Brasil
de hoje existem 27 partidos políticos quando
na verdade apenas uns 10 deles estão realmente
capacitados a disputar uma eleição. Existe
partido do qual o eleitor nunca sequer ouviu
falar. Mas, é fato que eles existem legalmente
perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
e por isso estão legalizados e com toda
capacidade de disputar qualquer eleição.
São entidades dos mais diferentes matizes
ideológicos e para tanto a nossa democracia
oferece a eles a faculdade de buscar o voto
do eleitorado.
Uma reforma
política em nosso país certamente enquadraria
esses partidos e os chamaria para uma solução
definitiva. Atualmente envolto numa crise
política sem precedentes, o governo Lula
da Silva acendeu a luz vermelha porque sentiu
a necessidade de patrocinar o debate sobre
essa propalada reforma política que se encontra
engavetada no Congresso Nacional há 10 anos.
Uma primeira
constatação que se fez no bojo dessa discussão
é a de que os nossos partidos políticos
hoje existentes são frágeis. Os integrantes
e membros desses partidos denotam pouco
ou nenhum compromisso programático e a inexistência
de uma fundamentação ideológica terminam
por nivelar por baixo todos os partidos
políticos no Brasil.
Daí que
a reforma política tão almejada deveria
em primeiro lugar contemplar esses três
aspectos. Mas, acontece que encontrar uma
saída para tudo isso não é coisa que se
faça do dia para a noite. Trata-se de um
processo que demanda tempo, dedicação dos
formuladores dos programas políticos e,
principalmente, engajamento da militância
para difundir entre os eleitores quais são
os reais postulados de cada uma dessas agremiações.
Vendo tudo isso nos deparamos com uma outra
exigência: a de que o nosso povo então passe
a ter a necessária formação política porque
sem ela qualquer solução encontrada não
passará de mero paliativo. Então, tem que
ser encontrado o denominador comum capaz
de superar todos esses obstáculos que se
colocam diante da vida político-partidária
nacional.
Quais seriam
então as primeiras medidas para que saiamos
da teoria à prática quando se trata de avançar
numa proposta de reforma política? O presidente
Lula da Silva delegou ao ministro da Justiça,
Márcio Thomaz Bastos, a tarefa de coordenador
de um grupo de cúpula do governo a fim de
que este produza um relatório no qual deverão
estar contidas as propostas de modificações
que serão jogadas em cima da mesa
para a discussão inicial e incorporando
aí outros debates a fim de aprimorá-las.
O governo sentiu a necessidade de se colocar
em prática essa reforma quando se deparou
com a alta fragilidade de sua base aliada
como aconteceu agora num momento crucial
de sua vivência. Vamos torcer que o tema
flua e a solução venha o mais rápido possível.
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