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Em
dia de corte e sustos, seleção critica
maratona de jogos
No dia
em que Belletti foi cortado e Emerson e
Ronaldinho Gaúcho foram poupados do treino
da tarde, o calendário internacional voltou
a ser criticado por comissão-técnica e jogadores
da seleção brasileira. A sucessão de problemas
físicos no grupo aflige Carlos Alberto Parreira
e assusta o elenco que já visa a Copa do
Mundo de 2006, também na Alemanha.
Parreira,
que não abriu mão dos principais jogadores
para disputar a Copa das Confederações,
competição de prestígio duvidoso organizada
pela Fifa, admitiu que o torneio foi marcado
equivocadamente.
"A
Copa [das Confederações] não foi bem colocada.
Não se deve marcar nada durante as férias
dos jogadores", disse, se referindo
aos atletas que atuam na Europa. "Infelizmente
o calendário está espremido. Os jogadores
do Milan [Dida, Cafu e Kaká] brigaram pelo
Campeonato Italiano até o final, disputaram
a decisão da Liga dos Campeões e depois
enfrentaram jogos difíceis pelas eliminatórias
sul-americanas [Paraguai e Argentina]. Não
há quem resista", discursou.
Para o
treinador, os jogadores são cada vez mais
exigidos. "É a realidade do nosso futebol.
Mas temos que nos adaptar e fazer o melhor
dentro de campo", continuou o técnico,
que tem aplicado treinos "mais leves"
na Alemanha. "Não podemos desgastá-los
ainda mais", justificou.
Apesar
da evidente decepção, Parreira festejou
a decisão da Fifa, que antecipou em 2006
as finais dos principais campeonatos. De
acordo com o comandante, as seleções terão
um mês para se prepararem. A Copa do Mundo
começa no dia 9 de junho.
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