Espíritos exilados na Terra - origem da raça adâmica

Mesmo sob a discordância de alguns, a concepção da crença na vida após a morte é universal. Já a reencarnação, cada dia mais pessoas estão propensas a não terem dúvidas. Um fato, porém, que nem sempre no detemos nele, é como viemos parar na Terra.

A constelação do Cocheiro situa-se no hemisfério celeste Norte, numa região do céu compreendida entre 25°N e 55°N de declinação e 4 h e 30 min e 7 h e 30 min de ascensão reta. Nessa constelação, há uma grande estrela, que recebeu na Terra o nome de Cabra ou Capela. Sua luz gasta cerca de 42 anos-luz para chegar até nós. Quase todos os mundos que lhe são dependentes já se purificaram física e moralmente.

Há muitos milênios um dos orbes da Capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus ciclos evolutivos. Alguns milhões de espíritos rebeldes lá existiam, dificultando a consolidação das conquistas daquele povo. As grandes comunidades espirituais, diretoras do Cosmo, deliberaram transferir para a Terra, aquelas entidades que se tornaram persistentes no crime, onde aqui aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do ambiente, as grandes conquistas do coração e impulsionando, simultaneamente, o progresso dos seus irmãos inferiores.

Aqueles seres angustiados e aflitos deixaram para trás um mundo de afetos, apesar de seus corações voltados à prática do mal, e vieram reencarnar no seio das raças ignorantes e primitivas. Por muitos séculos não veriam a suave luz de Capela, mas trabalhariam na Terra acariciados por Jesus e confortados na sua imensa misericórdia.

 Reencarnaram, proporcionalmente, nas regiões mais importantes, dando origem aos ascendentes das raças brancas. Com o transcurso dos anos reuniram-se em quatro grandes grupos que se fixaram depois nos povos mais antigos, obedecendo as afinidades  que os associavam na constelação do Cocheiro. Formaram desse modo o grupo dos árias, a civilização do Egito, o povo de Israel e as castas da Índia.

As quatro grandes massas de Espíritos, aqui exilados, formaram os primeiros frutos de toda a organização das civilizações futuras, introduzindo largos benefícios entre as raças amarela e negra, que já existiam.

Grande quantidade daqueles Espíritos rebeldes, com muitas exceções, só puderam voltar ao seu mundo de origem, depois de muitos séculos de sofrimentos expiatórios. Outros, porém, infelizes e retrógrados permanecem ainda na Terra, contrariando a regra geral, em virtude do seu elevado passivo de débitos clamorosos. (Livro: A Caminho da Luz - Espírito Emmanuel, psicografia de Fco. Cândido Xavier)

 

 

FRANCINALDO RAFAEL
EMAIL: francinaldorafael@uol.com.br

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