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Paulo Locatelli

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Entrevista

  Pobres ricos

caio_muniz@hotmail.com 

Há uns dias me ligou um amigo convidando-me para participar de um treinamento de vendas de um produto natural que é a onda do momento – de vez em quando aparece estes “milagreiros”.

Falava-me ele que era a oportunidade da minha vida para ficar rico, que se eu me dedicasse de verdade, em menos de dois meses eu estaria bem de vida.

Pedi mil perdões e recusei o convite. Expliquei-lhe – mesmo diante de muita insistência – que não quero ser rico, não tenho tempo pra isto, sou uma pessoa muito ocupada.

Além do mais, não entendeu ele que eu já sou uma pessoa bem de vida.

Eu tenho riquezas mil acumuladas: amigos, filhos, pais, irmãos, tenho minhas paixões.

Não entendeu o meu amigo que sou que nem na canção de Zeca Baleiro: alguém que não precisa “de muito dinheiro, graças a Deus.”

Tenho isto comigo desde muito tempo, não é de agora.

Quero o suficiente para alimentar os meus vícios, as minhas loucuras, para satisfazer os meus momentos de alegria.

Conheço ricos – alguns até muito próximos – que, sinceramente, me enojam e não quero ser como eles.

A mesquinhez que ostentam dentro de casa, a truculência com os serviçais, como fosse um povo inferior, me causa náuseas.

Gosto de simplicidade da gente que me circunda.

A paz que me traz a companhia de um Antônio Francisco, um Concriz, um Cid Augusto, um Rogério Dias e de tantos outros grandes homens de valor que estão a minha volta.

Isto sim, amigo, é riqueza, e ninguém pode me roubar.

Eu sou um homem rico, não preciso de mais nada.  

 

...et cetera e coisa e tal...

Pela caridade. Que se digne os responsáveis pela mala direta da correspondência da prefeitura de Mossoró pelo menos de se informar quanto aos seus destinatários. Continuo recebendo releases para o sr. Caio César NUNES.

Ainda: presidente da APOEMA – Associação Mossoroense de Letras. Só pra informá-los, meu nome é Caio César MUNIZ, a instituição é simplesmente POEMA e não é Associação Mossoroense de Letras mas sim Poetas e Prosadores de Mossoró. 

Kydelmir Dantas, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, constatou falhas no livro “CANGAÇO - Por Dentro da História, de Júlio Emílio Braz & Wanderley Loconte.” Enviou correspondência aos mesmos, mas eles nem deram cabimento ao cangaceiro. Faltou-lhes humildade. Só.

O Cha-Chap Bar e Tapiocaria está preparando uma intensa programação junina. Já esta semana começa o Festival Gastronômico Subindo o nordeste, onde serão servidos pratos de todas as regiões nordestinas. Informações pelo telefone (0**84) 3314 6310. 

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