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REENCARNAÇÃO:
UMA NECESSIDADE
Caso tivéssemos somente
uma existência, Deus seria profundamente injusto para
com suas criaturas. Ainda bem que na realidade não é
isso que acontece. Sua divina bondade nos permite vivências
sucessivas para que possamos vencer os desafios e conquistar
a evolução moral individualmente e coletivamente.
A alma que ainda não
alcançou a perfeição na vida corporal, para purificar-se
necessita experimentar uma nova existência. Em resumo:
nascer de novo, reencarnar.
A reencarnação não
é uma criação da Doutrina Espírita, como pensam alguns.
Já era conhecida e divulgada desde a Antiguidade pelos
hindus, na Ásia, pelos egípcios, na África pelos hebreus,
no Oriente pelos gregos e romanos, na Europa e na antiga
França, pelos druidas. A Igreja Católica aceitava-a
até o ano de 553 quando daí em diante, para atender
interesses da esposa do Imperador Justiniano, o II Concílio
de Constantinopla decretou excomunhão a quem defendesse
a ideia. Quem se apoia na Bíblia, lendo-a atentamente,
perceberá inúmeras passagens que mostram de forma
compreensível e evidente o princípio da reencarnação.
Os que defendem o preceito bíblico que só se vive uma
vez, não estão errados. Realmente só existe uma vida.
As existências é que são várias.
Sobre o presente divino
da reencarnação, o Espírito Manoel Philomeno de Miranda,
através da psicografia do médium espírita Divaldo Franco,
afirma que é o maior investimento da vida ao Espírito
em processo evolutivo. Constitui valiosa aprendizagem
para a fixação dos recursos mais elevados do bem e do
progresso na escalada inevitável da evolução. Como o
Espírito jamais passa por retrocesso na sua marcha evolutiva,
os insucessos não ferem as conquistas; agravam o programa
de responsabilidades. Todas as conquistas da inteligência
- e sempre são obtidas novas etapas nesse campo,
em cada reencarnação - permanecem, apesar das conquistas
morais mais lentas, porém mais importantes, somente
através de renúncia, de amor e dedicação conseguem ser
alcançadas.
Em virtude da mais
expressiva concessão do amor de Deus, quando o Espírito
retorna à vida corporal, a equipe de Benfeitores responsáveis
por aquela reencarnação providencia o esquecimento do
passado, evitando que se compliquem os fenômenos de
ressentimentos, de mágoas e das preferências exclusivistas,
que tenderiam a reunir os afins nos gostos e afetos,
produzindo um clima de desprezo e agressão contra aqueles
que foram seus opositores.
Uma única existência
seria impossível para adquirir-se todo o aprendizado
necessário à evolução moral e intelectual. Em cada uma
delas, o Espírito dá um passo adiante no caminho do
progresso. Daí, a necessidade da reencarnação, objetivando
o melhoramento progressivo da humanidade. Sem isso,
onde haveria justiça?
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