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O livro de Dorian
Sobre a mesa um punhado
de livros, trazidos pelas mãos generosas do mestre Vingt-un Rosado, o
maior editor deste Brasil (sem fins lucrativos).
Veredas Do Meu Caminho,
de Dorian Jorge Freire, é um painel autobiográfico do maior escritor de
crônicas de cá e d’além mar. É Dorian nu e cru, desde seus
antepassados os mais remotos.
Foram duzentas e oito
páginas que li de um fôlego só, como quem saboreia confeito de mel de
abelha. E vejam o lado sombrio da obra, perpassada de angústia e
solidão. Mas o estilo empluma a tristeza porventura contida, numa
técnica narrativa de romance.
Sim. Dorian Jorge Freire
é um enrustido romancista que ainda não escreveu uma grande obra de
ficção porque não quis.
São Paulo curvou-se ao
seu talento, reverenciando o jornalista cabeça-chata do Nordeste. Mas lhe
foi ingrato, nas condições políticas adversas. O filho pródigo voltou
pra casa, e aqui deu continuidade a uma faina sobretudo literária.
Literatura de primeiríssima grandeza, publicada nos jornais da
província.
Dorian Jorge Freire é o
gênio da raça mossoroense, no dizer de Vingt-un Rosado. E eu assino
embaixo.
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