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As Veredas de Dorian
Após tudo o que disseram
do jornalista Dorian Jorge Freire, especialmente sobre a seleção de
crônicas suas, organizada por Raimundo Soares de Brito, resta-me nada a
dizer, que não sejam sentimentalidades de alguém que se enche de alegria
com o bem-estar e as vitórias dos amigos.
Desde menino, freqüento O
Mossoroense, convivência que se ampliou a partir de 1985. Naquele
ano, assisti as águas furiosas do rio invadirem as oficinas do jornal e,
depois que se acabou a inundação, testemunhei Chico Guerra, com
paciência de monge, recuperar o maquinário danificado.
Antes desse período,
Dorian já estava entre as pessoas de minha admiração, porque os
comentários sobre sua inteligência eram comuns na casa de meus pais.
Hoje, orgulho-me de ser amigo dele e de Maria Cândida. Um amigo de poucas
visitas, distante, mas com a lembrança sempre tomada de carinho.
Quem tiver o privilégio
de ler Veredas do meu caminho verá, nas preliminares, Nilo Pereira
considerando Dorian "o maior escritor brasileiro realizado em
jornal" e Vingt-un dizendo-o um gênio cuja estrela de primeira
grandeza "nem as vicissitudes da vida, nem os males do corpo"
conseguirão apagar.
Recorre-me agora a
lembrança de Antônio Torres. Faz alguns anos, quando esteve na
Cooperativa Cultural da UFRN para lançar um livro, se não me falha a
memória, sobre o circo no Brasil, o festejado escritor, ao saber de minha
origem, perguntou-me imediatamente sobre o "mestre Dorian".
Com tudo isso, deixando de lado outras
referências importantes, chego ao fim dessa croniqueta sentimentalóide,
dizendo que minha maior satisfação é saber que, nas veredas do caminho
aberto por Jeremias da Rocha Nogueira, esteja onde estiver, Dorian Jorge
Freire é a cara de O Mossoroense.
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