Editorias

Política
Esporte
Economia

Polícia

   Cadernos

Cotidiano
Regional
Universo
Mais TV

   Colunas

Laíre Rosado

Emery Costa

Cid Augusto
Márcio Costa
Emerson Linhares
Neto Queiroz
Antônio Rosado
Sérgio Oliveira
Sérgio Chaves
Gomes Filho

  Temáticas

Mundo Digital
Economia
Nossa História
Direito em Pauta
Viver Bem
Cinema em Foco

   Cidades

Apodi
Assu
Caraúbas
Macau
Pau dos Ferros
Região Salineira

  Seções

Editorial
Charge
O Jornal
Assinatura
Expediente
Painel do Leitor
Edições Anteriores
 
 
 
 
 
 
 



 
Leia mais

 

   

Mossoroenses reprovam o horário de verão

Luís Juetê
Da Redação
cotidiano@omossoroense.com.br

Entrou em vigência à zero hora de hoje o horário brasileiro de verão, que de acordo com o governo federal entra em cena para reduzir o consumo de energia no país.

Na Região Nordeste, segundo dados do Ministério das Minas e Energia, a média de economia durante o período não ultrapassa a casa dos 0,7%.

Média considerada ínfima e que de acordo com representantes de entidades de classe da região o Nordeste poderia ser privado do horário de verão, como ocorreu no ano passado.

Esse ano o horário de verão será uma semana mais curto que os anos anteriores, contabilizando exatos 126 dias de alteração na rotina do cidadão e pouca economia de energia.

Em nível de Mossoró, os prováveis prejuízos que o horário de verão poderá causar no município são irreparaveis, segundo o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Mossoró (SECOM), José Rodrigues, que frisou ainda que muitos empresários aproveitam do novo horário para explorar os seus funcionários.

"Em relação a jornada de trabalho, muitos comerciantes de Mossoró usam o horário de verão como artifício para explorar seus empregados com o prolongamento no horário de trabalho", explicou, lembrando que a maioria dos comerciários tem que levar os seus filhos para a escola. O acréscimo na rotina de trabalho, segundo ele, leva ao desgaste do trabalhador e conseqüentemente ao baixo rendimento.

Quanto a economia de energia, o representante dos empregados no comércio disse que o horário de verão sob essa alegativa é totalmente desprezível. "Economia quanto a isso é mínima", completou.

José Rodrigues destacou ainda que é possível que haja uma negociação entre empregado e patrão no sentido de uma flexibilidade no horário de entrada. "Mesmo assim o patrão sai ganhando porque depois ele desconta no horário de saída", sentenciou.

Uma das alternativas, segundo Rodrigues, seria uma discussão entre todos os setores da sociedade para se chegar, pelo menos, a uma decisão sensata. "Só esse é o caminho para se chegar a uma solução", argumentou o presidente do Secom.

Horário de verão teve origem na Inglaterra

As origens do horário de verão remontam ao ano de 1907, quando William Willettb um construtor britânico e membro da Sociedade Astronômica, deu início a uma campanha para adoção do horário de verão naquele país.

Naqueles dias o argumento utilizado era que haveria mais tempo para o lazer, menor criminalidade e redução no consumo de luz artificial.

Surgiram opositores de todas as áreas; fazendeiros, pais preocupados com as crianças que teriam que acordar mais cedo etc.

Willett não viveu o suficiente para ver a sua idéia ser colocada em prática.

O primeiro país a adotá-la foi a Alemanha em 1916, no que foi seguida por diversos países da Europa, devido a Primeira Guerra Mundial.

A economia de energia elétrica foi vista como um esforço de guerra, propiciando uma economia de carvão, a principal fonte de energia da época.

Nos EUA a introdução do horário de verão foi mais difícil, pois houve uma coincidência com a implantação do horário de verão e do sistema de fusos horários em 1918. O principal motivo foi a Primeira Guerra Mundial também.

NO BRASIL - Ele foi adotado pela primeira vez em 1931, visando também a economia de energia elétrica.

‘As perspectivas são sombrias’

Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Mossoró (SINDVAREJO) foi categórico quando indagado pela reportagem de O Mossoroense sobre o que poderia acarretar ao comércio local o horário de verão, juntamente com o Plano B de racionamento de energia do governo federal.

"As perspectivas são sombrias para o comércio de Mossoró", lamentou Anunciato, que fez questão de ressaltar que a alteração no horário bancário já vem prejudicando o andamento do comércio.

Com o horário de verão e os feriados decretados pelo governo, segundo ele, o comércio tende a se enfraquecer substancialmente.

Os dados estatísticos do Sindvarejo mostram claramente o reflexo negativo dessa crise energética e que pode se agravar ainda mais com o horário de verão.

No ano passado, segundo dados repassados pelo Sindvarejo, no mês de outubro já haviam sido efetuadas cerca de 1.000 contratações temporárias, tendo em vista o período natalino.

De acordo com Waldemar Anunciato, até semana passada foram efetuadas apenas 400 contratações temporárias e o quadro tende a se agravar a partir de agora porque com essas incertezas de mercado o consumidor tende a se retrair e os empresários, por sua vez, evitarão novas contratações. "É possível até que haja demissões. Por isso que vejo todos esses acontecimentos e agora o horário de verão com preocupação", finalizou Anunciato.

Já o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas, Marcelo Rosado, foi menos pessimista no seu discurso. Segundo ele, ainda é cedo para dimensionar as conseqüências do horário de verão para Mossoró. "É preciso ver como o comércio irá se comportar. Isso só depois de dois ou três meses".

Mas de uma coisa ele tem certeza. "Bom para Mossoró não vai ser, disso eu tenho plena convicção", comentou.