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ATUALIZAÇÃO ÀS QUARTAS E SEXTAS

 

 

A vez dos sindicatos

Em Viena, o guia turístico mostrava aos visitantes o "palácio da corrupção", apontando para o prédio onde funciona o parlamento daquele país. Nos Estados Unidos, um deputado de oposição criticava as benesses concedidas aos situacionistas, até que ele próprio foi apanhado, envolvido em algumas irregularidades. No Japão, o governo é mais denunciado que o Legislativo, sendo freqüente a renúncia de ministros e outros dirigentes. Um governador chinês, que esteve visitando o Rio Grande do Norte, em visita oficial, foi enforcado por desvio de recursos públicos.

A imagem de corrupção em todo o mundo também existe no Brasil. A diferença é que, agora, a impunidade deixou de ser a característica principal. A imprensa está mais forte, a censura inexiste e as denúncias ganham mais consistência. Desde o impeachment do ex-presidente Fernando Collor que muitos fatos aconteceram. Vários deputados federais perderam seus mandatos e políticos poderosos também foram punidos. Muitos não acreditavam que pudesse acontecer, mas ACM teve que renunciar ao seu mandato, ao lado do líder do governo no Senado. Logo depois, Jáder Barbalho, governador do Pará por duas vezes, ministro de Estado de dois governos e senador da República. Poder-se-ia pensar que, com esses exemplos, houvesse uma parada na sede desenfreada de enriquecimento ilícito. Infelizmente, isso não aconteceu. O surpreendente é que todos eles, sem exceção, caíram negando as acusações.

A novidade, agora, é o envolvimento do movimento sindical. O deputado Luiz Antônio de Medeiros, da Força Sindical, e acusado de desviar recursos de convênios com os ministérios do Trabalho, Desenvolvimento Agrário e até da Cultura. A exemplo dos outros, o deputado já se declarou inocente. Na verdade, o seu inferno astral está apenas começando.